O envolvimento e comprometimento entre a comunidade, empresariado e poder público municipal também reflete na área da saúde em Jaraguá do Sul. O município conta com dois hospitais filantrópicos e que são referências no Estado, cada um em sua especialidade.

Cerca de sete mil pessoas passam todos os dias pelo Hospital São José, que atende toda a região do Vale do Itapocu e em algumas especialidades, como oncologia, o alcance aumenta para todo o Planalto Norte catarinense.

Basta uma informação para mostrar que a instituição é referência na área de saúde em Santa Catarina. Em 2018, o hospital recebeu a certificação que somente 5% dos hospitais brasileiros possuem, sendo apenas três do Estado - o selo da Organização Nacional de Acreditação (ONA).

No São José, equipamentos são integrados a um sistema | Foto Eduardo Montecino/OCP News

O selo certifica hospitais que atendem a requisitos, principalmente na área da segurança do paciente. Tecnologia é sinônimo de inovação. Em qualquer área a modernização é necessária para seguir evoluindo e na saúde, com os avanços constantes, essa mudança se torna ainda mais importante.

Esse é um dos pontos para o sucesso do hospital São José, pelo menos, é isso que afirma o diretor do HSJ, Maurício José Souto-Maior.

“Temos um parque tecnológico que não perde para nenhum hospital de nosso Estado”, comenta.

Oferecendo exames de alta complexidade, o hospital acompanha o desenvolvimento e a necessidade de sempre estar atualizado na parte da tecnologia e de pessoal para garantir serviços de qualidade à comunidade.

Oncologia

O trabalho desenvolvido pelo hospital São José no setor de oncologia é referência em Santa Catarina. A unidade realiza tratamentos de câncer e tumores para as regiões Nordeste e do Planalto Norte catarinense.

Os serviços oferecidos englobam as especialidades de oncologia clínica, cirúrgica, quimioterapia e radioterapia. Alfredo Gramm Sobrinho é um dos 25 funcionários que trabalham no setor de radiologia, área que atende cerca de 70 pacientes por dia, das 5h até a meia noite, de segunda a sexta-feira.

Setor de radiologia atende a 70 pacientes por dia, das 5h a meia-noite | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Ele explica que são 12 minutos de tratamento e os profissionais apenas mudam a posição e o planejamento do procedimento antes de entrar o próximo paciente.

“É uma demanda muito grande, tem muitas pessoas esperando para receber o tratamento”, destaca o técnico em radiologia.

CDI

No Centro de Imagem do São José, todos os equipamentos tem integração com o sistema de gestão hospitalar, ou seja é um processo robotizado.

De acordo com o técnico de Tecnologia da Informação (TI) da unidade André Nunes Biasi, o CDI está equipado com o primeiro Sistema de Ressonância Magnética com tecnologia digital da região.

O Centro de Imagem é um dos destaques tecnológicos do São José | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Biasi também destaca que diversos setores do hospital tem seu processo automatizado. Por exemplo, quando são feitos exames de amostra, como de sangue e urina, os equipamentos mandam automaticamente para o sistema trazer os resultados do exame.

“Também temos processos onde a atendente de enfermagem coloca o código do paciente e o armário eletrônico só abre a porta correspondente daquele medicamento”, conta Biasi.

Números do Hospital São José

  • 7 mil atendimentos por mês
  • 900 internações por mês (30 por dia)
  • 1000 procedimentos cirúrgicos realizados por mês
  • 222 leitos, sendo 20 de UTI

O começo da vida dos jaraguaenses

Fundado por conta das necessidades da comunidade, o Hospital e Maternidade Jaraguá tem enraizado o compromisso de amparar os jaraguaenses desde seu nascimento.

E para isso, a filosofia da instituição consiste em modernizar as instalações e capacitar seus profissionais.

Um simples ato, repleto de amor e que salva vidas: um dos grandes destaques do hospital é o Banco de Leite Humano, que conta com uma média mensal de 40 doadoras e tem a categoria ouro pelo programa Ibero-americano, que reconhece o comprometimento da unidade, dos profissionais e das doadoras.

A enfermeira Lilian Michele Tomelin Boff , diz que o banco de leite consegue uma média de 60 litros por mês e todo o material doado passa por processo de pasteurização e direcionamento adequado.

Enfermeira Lilian examinando a acidez do leite materno | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Lilian afirma que o leite cru dura cerca de 15 dias e, após pasteurizado e congelado, chega até seis meses.

“Na pasteurização, o leite passa por diversos ciclos e por último realizamos o teste de acidez. O leite é destinado para os bebês em que as mães, por algum motivo, não pode nutri-los. Ajudamos tanto internamente, quanto para os de fora”, frisa.

Exemplo

No dia 22 de maio deste ano, nascia de apenas 29 semanas e seis dias, ou seja, sete meses, a pequena Maitê dos Santos. A prematuridade com que veio ao mundo fez com ela e sua mãe passassem por uma batalha para a bebê sobreviver.

Graciela dos Santos com a filha Maitê internada na UCI do Hospital Jaraguá | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Depois de 40 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade, Maitê partiu para Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), também chamada de área Canguru, onde começou a receber os cuidados de uma pessoa que faz de tudo para ver as mães e os filhos sorrirem: Adriana Cardoso.

“É uma área que a mãe se dedica exclusivamente ao filho e à amamentação dele. É um trabalho de formiguinha, onde a mãe batalha pela vida do filho. No final, a vitória é só deles, nós só acompanhamos o processo”, explica.

A UCI é destinado aos recém-nascidos que não podem ficar com a mãe. Porém, o setor busca estimular e manter o vínculo materno, permitindo a entrada livre da mãe.

“Poder ver a minha filha 24 horas por dia só alimenta a minha força para seguir lutando pela vida dela”, finaliza a mãe de Maitê, Graciela Priscila dos Santos.

Administração investindo em saúde

Amparado por dois hospitais referências no Estado, a tarefa da administração municipal fica um pouco mais fácil.

Jaraguá do Sul mantem 30% dos valores investidos em saúde e, segundo dados do Conselho Federal de Medicina, nos últimos cinco anos, investiu por ano mais de R$ 500 para cada habitante.

O secretário Municipal de Saúde Alceu Moretti, diz que é preciso ter um gasto inteligente e programado para obter melhores resultados com os recursos. Em seis meses de gestão,
ele afirma que sua equipe conseguiu resultados significativos.

“Fizemos diversas campanhas e mutirões para diminuir a fila de espera da atenção básica de saúde do município. A ideia é continuar realizando ações similares”, diz.

O secretário também comenta que a instalação de um curso de medicina em Jaraguá do Sul tem que ser comemorada, pois novos profissionais estarão sendo capacitados na região para atender a população no futuro.

Números em 2019

  • 250 mil consultas na atenção básica
  • 70 mil consultas com médicos especialistas, ginecologistas, neurologistas, pediatras, entre outros.
  • 150 mil atendimentos na farmácia básica e especializada
  • 150 mil vacinas e 200 mil atendimentos de vigilância epidemiológica
  • 1,5 mil pequenas cirurgias

Confira o especial completo de 143 anos de Jaraguá do Sul

 

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