Ao concretizarmos um sonho, nunca imaginamos que, em um momento de extrema realização, podemos passar por situações tão delicadas. Longe de sua família há mais de um ano, Manuela Corrêa Fernandes, de 25 anos, saiu da cidade de Blumenau rumo à Irlanda em busca de novas oportunidades.

Acompanhada de seu namorado e mais quatro amigos, Manu, como é carinhosamente chamada pelas pessoas mais próximas, se sentia completamente realizada em Dublin, capital irlandesa, onde mora atualmente. Entretanto, a felicidade deu lugar à preocupação após o início da pandemia de coronavírus que avança pelo mundo.

Foto Arquivo Pessoal/Manuela Fernandes

 

“A situação da Irlanda está como nos outros países. Assim que o coronavírus começou, no dia 12 de março, o governo cancelou as aulas tanto das escolas de inglês, pois aqui existem muitos intercambistas, quanto das universidades e escolas”, relata.

 

Segundo Manu, desde o início as pessoas foram instruídas sobre como agir neste momento, e boa parte das empresas liberaram seus funcionários para trabalharem remotamente. A cidade conhecida pela vida noturna movimentada teve mais de sete mil pubs fechados, como medida para conter o vírus.

 

“O meu sentimento com tudo isso é de dor, mas também de aprendizado. É muito triste ver ruas vazias, o desespero das pessoas com o incerto e também a falta de empatia. Mas, ao mesmo tempo, vemos a sociedade irlandesa mostrando a importância do pensar no próximo, pessoas criando forças para enfrentarmos juntos esse momento”, destaca.

 

Em um país que conta com mais de 1,1 mil casos e seis mortes pela doença, o sentimento de solidariedade é tamanha que alguns mercados tomaram uma medida importante pensando na segurança das pessoas mais vulneráveis. De segunda, quarta e sexta-feira, alguns abrem, das 9h às 11h, somente para os idosos.

Para a jovem, a distância da família torna este período de grande dificuldade ainda mais angustiante. Apesar da necessidade de isolamento, que traz uma certa sensação de solidão, ela procura estar em contato com as pessoas queridas sempre que possível, como forma de acalmar a mente e o coração.

Foto Arquivo Pessoal/Manuela Fernandes

 

“Tento não ver todas as notícias para poder cuidar da saúde mental, que é o ponto chave para atravessar esse momento. Tento me manter em contato com os amigos e familiares, lembrando sempre da importância de respeitarmos a quarentena, e que se seguirmos as regras, mais cedo poderemos andar livres na rua novamente”, comenta.

 

Em meio às dificuldades, Manu ensina que, a cada dia, devemos enxergar novas coisas e ressignificar os momentos. Também afirma que, mesmo com a crise sanitária, precisamos manter a fé, o otimismo e a confiança de que tempos melhores estão por vir. "Torcemos para que em breve possamos respirar tranquilamente e abraçar os nossos amigos, companheiros e familiares".

 

 

Para aqueles que gostariam de acompanhar as notícias, Manu vem divulgando diariamente, em sua rede social, relatos sobre a situação do coronavírus em Dublin, assim como separa um tempo para tirar as dúvidas de seus seguidores. Vale a pena acompanhar!

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