Um dos sobreviventes do acidente aéreo da Chapecoense em 2016, o zagueiro Neto se reuniu com quatro viúvas das vítimas da tragédia para um protesto nesta segunda-feira (30), em Londres, na Inglaterra.

Com faixas, eles pediram por justiça em frente à sede da Aon, empresa que alega ter atuado como corretora do seguro da aeronave da LaMia, e da Tokio Marine Kiln, seguradora. A cobrança se deve ao não pagamento das indenizações pela queda do avião.

Na manifestação, Neto e as mulheres de Felipe Machado, Thiego, Gil e Bruno Rangel vestiam camisas que homenagearam os 71 mortos na tragédia.

Foto Marcel Camilo/Divulgação

A ideia foi mostrar para o mundo a ‘novela’ que virou o pagamento das indenizações, passados três anos do acidente. Um advogado da AON entrou em contato com o grupo, mas não apresentou solução.

“Acreditamos que houve muitos erros na contratação dos seguros. Ainda não fomos indenizados, ofereceram uma ajuda humanitária”, disse Aline Machado, viúva de Filipe Machado.

“Essa ajuda simplesmente exclui cinco ou mais empresas responsáveis nessa sucessão de erros para que o acidente viesse a acontecer. E essa ajuda faz a gente abrir mão dos nossos direitos. É uma falsa ajuda, muito abaixo do valor da apólice. Estamos em busca da verdade e reparações” completou Val Paiva, viúva de Gil.

 

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