Foto Arquivo Pessoal
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Com bom humor, tudo fica mais leve. É assim que o blumenauense Lucas Oliveira de Freitas, o Luquinha, 23 anos, leva a sua vida e sempre busca trazer essa filosofia para os seus 435 mil seguidores no Twitter. De forma natural, há 10 anos cria conexões com as pessoas por meio de um conteúdo único, engraçado, que rende boas risadas e brincadeiras.

Conheça mais esse grande personagem da série com influenciadores digitais da região, que se destacam por mobilizar e influenciar as opiniões e atitudes de milhares de pessoas acerca de temas variados.

OCP News Vale Europeu: Você já tinha intenção de ser um influenciador digital ou aconteceu naturalmente?

Lucas Oliveira de Freitas: Eu acredito que isso de querer ser um influenciador é algo mais recente, somente agora que as pessoas entendem como isso funciona e criam contas em redes sociais visando isso. Quando aconteceu comigo foi totalmente algo novo e inesperado.

Sobre o que você costuma falar?

Gosto de falar sobre cultura pop, programas de televisão, notícias, tudo com bom humor.

O que te motivou a escrever sobre isso?

Entrei para o Twitter em 2009, justamente para comentar um programa que acontecia na MTV que tinha interação direta com essa rede social, então temos aí dez anos de bagagem. Eu gosto muito do lance de "segunda tela", que é basicamente você estender algo que está passando em um local para outro. No meu caso, da TV para o Twitter.

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O que você busca trazer para os seus seguidores?

Gosto de trazer bom humor e transparência. Costumo dizer que falo pelas pessoas. Você está pensando em tuitar algo? Eu provavelmente já tuitei para você, seja sobre qualquer assunto. Eu gosto de ser o primeiro a comentar assuntos, o primeiro a trazer novidades, o primeiro a noticiar algo que vai bombar na internet.

Quais são as plataformas que você utiliza?

Twitter e Instagram. Também já gravei vídeos para o YouTube, mas acabei desistindo com o tempo.

De que forma você sente que o seu conteúdo impacta na vida das pessoas?

Acredito que nosso impacto na vida das pessoas é bem intangível, mas muita gente vem falar para mim "poxa, Lucas, hoje meu dia estava meio para baixo, eu entrei no Twitter e li isso aqui que você postou e arrancou um sorriso meu, obrigado!". Assim como também já teve casos mais sérios de pessoas que vieram contar para mim e meus amigos que estavam em depressão, e nosso Twitter era uma válvula de escape dos problemas que a pessoa estava passando. Isso é super bacana porque você poder fazer alguém sorrir, nem que seja uma risadinha pequena. É algo maravilhoso, e muitas vezes nem é a nossa intenção ser engraçado, mas acaba acontecendo. Com bom humor fica mais fácil de lidar com tudo.

Como você sente essa responsabilidade de ter influência na vida de tantas pessoas? Como é a sensação disso?

É muito doido, porque não temos a real noção do nosso tamanho e do peso que as coisas que falamos têm até acontecer algum caso. O mais conhecido para mim foi a vez em que eu fiz uma brincadeira com a filha da Kelly Key e resultou no término do namoro dela (risos). A sensação é bem estranha, você tem uma responsabilidade enorme nas mãos e precisa saber controlar o que vai ou não ser dito, nem tudo que você pensa vira algo “postável”. A partir do momento que você atinge um certo nível de popularidade, a parte boa é que você aprende a dosar tudo na sua vida, passei a refletir muito mais sobre minhas escolhas e opiniões. Nós não sabemos quem está do outro lado da tela e até que ponto aquilo vai ser um gatilho para alguém.

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Você já teve algum retorno de alguém que te segue e acompanha o que você divulga?

O retorno vem de várias formas, seja alguém agradecendo por algo que eu falei, as pessoas criando um carinho enorme por você, alguns até intimidade e te tratam como um amigo realmente próximo.

O que você diria para uma pessoa que tem essa vontade de ser influenciador?

Eu acredito que o termo "influenciador digital" vem sendo extremamente banalizado por todo mundo, pelos próprios e até pelas agências contratantes. O que acontece é que as pessoas atingem um grande número de seguidores e passam a se autodenominar influenciadores. Mas você influencia que tipo de pessoa? A fazer o que? Para mim, quanto mais conteúdo você gera, mais você consegue influenciar alguém. É por isso que é muito melhor você confiar em, por exemplo, um cara de 30 anos que possui 50 mil seguidores, que fala sobre cozinha e vinhos, tem 200 comentários em uma foto e que de fato está influenciando todas essas pessoas, do que uma blogueira de 200 mil seguidores que não influencia em nada, é só mais um rostinho, porque falta justamente o principal: conteúdo. Então, se o desejo de alguém é ser um influenciador, a palavra chave é isso, mostre o que você sabe fazer e qual seu diferencial. Conteúdo é rei!

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