Segue repercutindo nas redes sociais a fala do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, a respeito da atitude de um professor que exibiu do clipe Etérea, do cantor Criolo, para alunos do 9º ano da escola Pascoal Meller.

Nesta quinta e sexta-feira (27) pichações foram feitas na cidade com frases contra a ação do prefeito e classificando como homofobia a fala onde Salvaro afirma que é necessário parar com “essa viadagem nas escolas” se referindo a exibição dos clipes.

Para o delegado de Polícia Civil de Criciúma e professor universitário, Márcio Campos Neves, as pichações são “um ato terrorista praticado por vândalos esquerdistas da cidade”, foi o que publicou o delegado em suas redes sociais. Vale ressaltar que Neves não é o delegado responsável pelas investigações, que estão sendo feitas pela 1ª Delegacia de Polícia.

Em entrevista ao OCP, Neves reforçou sua posição e afirmou não concordar com as ações. “Destruir, deteriorar, inutilizar patrimônio público ou particular por inconformismo político, por ideologias partidárias ou eleitoreiras, são, na verdade, atos totalitários que visam impor à força uma visão de mundo ou posição pessoal sobre determinado assunto”, comentou o delegado.

Para ele, os atos não representam uma ação democrática. “Esses atos são tudo menos democracia, pois a democracia, como sabemos, ou pelo menos deveríamos, tolera, deseja e fomenta o debate. Ela, a democracia mesmo, não pretende calar o outro para impor sua posição”, completou Neves.

Publicação foi feita pelo delegado em uma rede social. (Foto: reprodução)

Pichações se enquadram em crime já previsto

Quanto à criminalidade das ações, o delegado informou que as pichações são consideradas crime. “Está previsto no art. 65, da lei n. 9.605/1998. É conhecida como lei dos crimes ambientais”, explicou

“Errou ao usar a expressão viadagem”

Para o delegado, o prefeito Clésio Salvaro agiu corretamente em algumas posições e errou em outra. “Ele agiu corretamente e foi firme e rápido na decisão de modo que deixou claro qual é a direção que deseja na prestação dos serviços públicos municipais”, opinou.

Por outro lado, Neves acredita que o uso do termo “viadagem” foi errado. “Ele errou ao usar a expressão “viadagem”. Ele poderia, ou deveria, ter usado a expressão erotização. Se tivesse usado essa expressão deveria ganhar uma placa de prefeito defensor da educação e das crianças”, completou o delegado.

 

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