O uso do árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) vem gerando diversas discussões no futebol brasileiro. Enquanto uns apoiam, outros veem o recurso como prejudicial ao esporte no país.

É o caso do vereador Antônio José Papera de Azevedo, mais conhecido como Zico (PTB-RJ). Nesta semana, o político apresentou um projeto de Lei que veta o uso do VAR em partidas organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ).

Vereador Zico também é presidente do Campo Grande, clube da terceira divisão carioca | Júlia Maia/CMRJ

O documento ainda prevê multa de R$ 250 mil em caso de descumprimento e o valor arrecadado destinado ao Fundo Municipal de Defesa do Consumidor.

“Estão querendo acabar com a alegria do povo. O futebol é a alegria do povo. As pessoas entram no estádio sem saber a hora que vão sair. Não sabe também a hora que se pode comemorar o gol. Só Deus sabe quem decide agora. Se não precisa mais de árbitro, coloca um drone ali, um robô ou qualquer outra coisa”, disse o vereador.

O que motivou a proposta foi a demora pela anulação de um pênalti marcado a favor do Flamengo, diante do Athletico Paranaense, no último domingo (13), pelo Brasileirão.

“Teve 16 minutos de paralisação. Meu filho hoje torce mais pelo VAR que pelo clube dele, porque é ele quem decide o jogo. A gente não sabe a hora que pode comemorar um gol”, desabafou.

 

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