Fazer viagens em grupo, com os amigos ou com a família, pode sim ser muito divertido e é claro que devemos fazer esse tipo de atividade, até mesmo para sair da rotina. No entanto, viajar sozinho pode te trazer muito autoconhecimento e uma grande bagagem cultural.

Quanto tinha 25 anos, a jaraguaense Nadia Jerusa Rodermel sentiu uma imensa vontade de experimentar novas culturas, morar fora do Brasil ou fazer um intercâmbio. Quatro anos depois, lá estava ela, passando 35 dias mochilando pela Europa, sozinha.

 

 

Inicialmente, Nadia não pensava em viajar sem companhia, no entanto, as circunstâncias da vida fizeram com que isso acontecesse: a disponibilidade de amigos e familiares não coincidia com a dela, por isso, ela decidiu ir sozinha. “Viajar sozinha é uma experiência muito interessante”, garante a jaraguaense.

Ela diz ter sentido um pouco de medo na primeira viagem, pelo fato de ser mulher, mas depois foi ganhando conhecimento e confiança. “Claro que é necessário tomar alguns cuidados ao sair à noite sozinha, por exemplo, mas sempre tive muita sorte de ter sido respeitada”, comenta Nadia.

Foto Arquivo Pessoal

O tipo favorito de viagens da jaraguaense são as de baixo custo, as famosas low cost travels. E engana-se se você pensa que quando for viajar precisa ir nos principais pontos turísticos de cada cidade.

“Não é nesses lugares que está a verdadeira essência e cultura das cidades”, explica ela. Por isso, segundo Nadia é importante fazer uma pesquisa antes, além de conversar com pessoas que moram naquela cidade ou país. “Elas geralmente dão dicas bem interessantes sobre a cidade”, garante.

Foto Arquivo Pessoal

Cerca de 30 países e quase 100 cidades estão na lista dos lugares já visitados pela jaraguaense. Para ela é difícil escolher apenas um lugar como o favorito, pois cada um tem sua peculiaridade.

“Uma viagem não é só uma viagem. Cada cultura que conhecemos, levamos um pouco dela para nós e sempre voltamos diferentes. Podemos testar nossos limites, descobrir nossas capacidades. Eu, por exemplo, na última viagem, subi duas montanhas e um vulcão, algo inimaginável para mim”, relata Nadia.

Além de conhecer novos lugares, os anos como viajante proporcionaram a ela muito conhecimento. O principal deles foi a não julgar outras pessoas, pois cada um tem uma vivência diferente do mundo.

Viajar é também uma forma de testar os próprios limites. Segundo Nadia, durante as viagens percebemos que temos mais capacidade do que imaginamos e que quando deixamos nossa mente aberta é possível experimentar coisas maravilhosas.

Viagem de mãe e filha

Foto Arquivo Pessoal

Hoje com 42 anos, ou seja, sete anos conhecendo muitos lugares, Nadia tenta introduzir a pequena Stella, de apenas oito anos, nas viagens mais curtas, aquelas que não exigem muitas caminhadas ou esforço físico.

O desejo da mãe é de que a filha aprenda desde cedo a ter respeito pelas outras pessoas, que se conecte mais com a natureza do que com aparelhos eletrônicos. “Gostaria que ela se interessasse por novas culturas e aprendesse mais história”, comenta.

 

 

Se aquela história de “filho de peixe, peixinho” é for real, não há dúvidas de que Stella vai abraçar o mundo quando crescer.

 

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