Nestes tempos sombrios de pandemia, a sensação de medo associada à solidão do distanciamento social, provocou um aumento nos casos de depressão.

Os principais sinais da depressão são o sentimento de tristeza sem fim e a falta de interesse em fazer coisas que antes fazia com prazer. Mas existem outros sintomas: o ganho ou perda de peso não intencional; insônia ou sonolência excessiva; agitação ou apatia psicomotora; cansaço constante; sentimento de culpa excessiva; dificuldade de concentração; pensamentos recorrentes de suicídio ou morte; baixa autoestima e alteração da libido.

É importante distinguir a depressão da tristeza natural provocada por acontecimentos inerentes à vida, como a morte de ente querido, perda de emprego, desentendimentos amorosos e familiares ou problemas econômicos, casos em que as pessoas sofrem, ficam tristes, mas conseguem superar. Já na depressão, a tristeza se mantém praticamente o tempo todo, por dias seguidos.

Os quadros depressivos geralmente são revertidos com tratamentos farmacológicos e psicoterápicos associados.

A família dos portadores de depressão precisa participar, informar-se sobre a doença, suas características, sintomas e riscos, pois existem recursos fora da medicina que podem ajudar a vencer a doença.

A família pode incentivar a atividade física regular, a alimentação balanceada e sadia, os cuidados com a higiene pessoal e mostrar a importância e a necessidade de interagir com outras pessoas. Isso pode ajudar muito a reverter o quadro de depressão.

Trancar-se num quarto escuro, sem fazer nada nem falar com alguém, não ajuda a superar a crise depressiva.

A depressão também pode ser um sintoma secundário de algumas doenças sistêmicas como o hipotireoidismo. É importante estabelecer o diagnóstico clínico.

Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez.