Fevereiro é o mês de conscientização e combate sobre doenças como Lúpus, Mal de Alzheimer e Fibromialgia, doenças ainda sem cura pela medicina, mas um diagnóstico precoce pode ajudar a manter a qualidade de vida. Fibromialgia e Alzheimer já foram aqui discutidos, por estas colunas, em Julho e Setembro do ano passado. Logo, não menos importante, chegou o momento de conscientizar sobre o Lúpus.

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta, progressiva (semanas ou meses) e oscilante (atividade e remissão).

São reconhecidos dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas e daí o nome lúpus eritematoso), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas e nos braços) e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos.

Algumas pessoas nascem com predisposição genética para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (irradiação solar, infecções virais ou por outros micro-organismos), passam a apresentar alterações imunológicas.

A principal delas é o desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem com proteínas do próprio organismo e causam inflamação em diversos órgãos. Alguns sintomas são gerais como: febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo.

Outros, específicos de cada órgão como: dor nas articulações, manchas na pele, inflamação da pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins. As lesões mais características são manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, denominadas lesões em “asa de borboleta” (a distribuição no rosto lembra uma borboleta) e que não deixam cicatriz.

O diagnóstico é feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas acima. Ao mesmo tempo, como algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, eles também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico.

O Lúpus não é contagiante, e ele mata quando não tratado, por isso, se conscientize-se, procure seu reumatologista e não deixe de tratar caso o tenha.

Artigo elaborado pela Reumatologista Dr.ª Sheron Zamboni. Docente e Preceptora da disciplina de Reumatologia da faculdade Estácio de Sá; Preceptora dos residentes de Clínica Médica da Associação Hospitalar São José; Possuí residência Médica em Reumatologia no Hospital Nossa Senhora da Conceição de Porto Alegre e residência Médica em Clínica Médica pela Associação Hospitalar São José; Graduada em Medicina pela Universidade da Região de Joinville