A Agenda Estratégica da Indústria para Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense 2019 mostra que o estado demanda R$ 3,1 bilhões por ano até 2022, entre investimentos estaduais e federais, para manter e ampliar a infraestrutura de transporte nos modais rodoviário (R$ 2,25 bilhões), ferroviário (R$ 162,6 milhões), aeroviário (R$ 316,4 milhões) e aquaviário (R$ 374 milhões).

Esta é a quarta edição do documento, lançado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), nesta quarta-feira (12), em Florianópolis, e destaca eixos como planejamento, investimento, política e gestão, agenda de portos, corredores rodoviários estratégicos, além da valorização da engenharia.

A situação da infraestrutura nacional e estadual não é exatamente novidade - e está longe de estar sequer aceitável.

Segundo um estudo da consultoria Oliver Wyman lançado este ano, o país demandaria um investimento de ao menos 2,5% do PIB somente para manter sua infraestrutura em devidas condições de uso - e 3% para expandi-la de forma a acompanhar o crescimento da economia. No entanto, o investimento registrado para o setor está na casa de 2% do PIB.

E isso se vê de forma recorrente: nos atrasos em obras de duplicação - como a eternamente protelada BR-280 -, na falta de um contorno ferroviário para a região, nas condições de nossos portos e aeroportos.

O sistema Monitora Fiesc acompanha a execução de 50 obras de infraestrutura no estado que totalizam R$ 6,1 bilhões, sendo oito obras no modal aeroviário (R$ 1,2 bilhão), quatro no aquaviário (R$ 342 milhões), sete no ferroviário (R$ 148 milhões) e 31 no rodoviário (R$ 4,4 bilhões).

Contudo, 86% delas encontram-se com o prazo expirado ou o andamento comprometido. Em Santa Catarina, o modal rodoviário responde por 68,7% da matriz de transporte, seguido por aquaviário (18,6%), ferroviário (9,7%), dutoviário (2,9%) e aeroviário (0,1%).

Resta cobrar do próximo governo federal e estadual a reversão deste quadro - tarefa essencial para a economia catarinense.

Exportações devem cair

As exportações brasileiras deverão atingir US$ 220,117 bilhões em 2019, que representa recuo de 7,7% em comparação aos US$ 237,485 bilhões estimados para 2018.

O dado consta da previsão da balança comercial para 2019, divulgada hoje (13), no Rio de Janeiro, pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Para as importações, a entidade prevê aumento de 2,1% para o próximo ano, totalizando US$ 186,360 bilhões, contra US$ 182,534 bilhões programados para o ano em curso.

Segundo os dados, o superávit da balança comercial será de U$ 33,757 bilhões no próximo ano, mostrando retração de 38,6% em relação aos US$ 54,951 bilhões esperados para 2018.

Produção de carne

A produção de carne de frango no país deve encerrar o ano com volume 1,7% abaixo do ano passado, somando 12,82 milhões de toneladas ante 13,05 milhões de toneladas em 2017. Desse total, 4,32 milhões foram vendidos ao exterior, movimento 5,1% inferior ao ano passado.

Inversamente às exportações, o consumo interno vai fechar o ano com leve alta, de 0,63%, com 8,73 milhões de toneladas, o equivalente a 41,8 quilos por pessoa. Os dados foram anunciados nesta quinta-feira (13) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Esclarecimento

Na reportagem desta sexta-feira sobre o aumento da frota de veículos em Jaraguá do Sul, o saldo adicionado à frota se refere ao balanço entre veículos emplacados e que saíram de circulação.

O Detran não fornece dados referentes apenas ao emplacamento de novos veículos.

 

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