A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) enviou ofício ao governador Carlos Moisés da Silva solicitando que durante o tempo em que permanecer a cobrança da bandeira vermelha nas contas de energia, o adicional de valores nas tarifas decorrente dessa condição não tenha a incidência de ICMS.

“A medida alcançaria toda a sociedade. Para o setor industrial, trata-se de um custo significativo e, em algumas empresas, determinante”, afirma o presidente da entidade Mario Cezar de Aguiar, que assina o documento enviado ao governo na última sexta-feira (10).

No ofício, a Fiesc observa que quando a economia e a arrecadação dão sinais de retomada, a pressão de custos no setor industrial coloca em risco a recuperação. “A energia é um dos aspectos mais preocupantes neste sentido, considerando a gravidade sem precedentes da atual crise hídrica, que não terá solução no curto prazo, pelo perfil da matriz energética brasileira”, diz Aguiar, lembrando que em agosto já foi anunciado o reajuste anual da tarifa de energia elétrica, medida que já elevou os custos das empresas.

Para a Fiesc, não cobrar ICMS adicional é uma medida importante para que o setor produtivo possa manter a contribuição que tem dado na manutenção dos empregos e na geração de impostos, fundamentais para o relevante programa de investimentos que o governo catarinense lidera e para a manutenção da condição diferenciada de desenvolvimento de Santa Catarina.

Falando em conta de luz

O tópico já é alvo de um projeto de lei, do deputado Milton Hobus (PSD). A proposta do parlamentar é isentar de imposto o valor extra pago pelos contribuintes em períodos de bandeiras tarifárias extraordinárias. Medida beneficiaria todos os consumidores catarinenses, e foi apresentada em reunião do Cofem na segunda-feira.

“Essas tarifas encarecem mais a vida das pessoas e das empresas. Não tem porque o governo aumentar a sua arrecadação de ICMS, principalmente neste momento em que as pessoas estão perdendo poder compra. Tem que haver sensibilidade”, destacou Hobus durante reunião na Federação das Indústrias de SC (Fiesc).

 

WEG

A WEG S.A. anunciou nesta terça-feira (14) um acordo para a aquisição de 100% do capital social da Balteau Produtos Elétricos Ltda., empresa de transformadores para instrumentos e conjuntos de medição, situada no município de Itajubá, Estado de Minas Gerais.

Empresa tradicional de seu setor com operações há muitos anos no Brasil, a Balteau dispõe de um parque fabril de 11.800 m² de área construída e conta com equipamentos e instalações de última geração.

Com uma equipe de aproximadamente 350 colaboradores, a empresa é especializada em projeto, fabricação, ensaios elétricos e assistência técnica para transformadores de corrente e de potencial capacitivo até 550kV, transformadores de potencial indutivo até 145kV e conjuntos de medição até 36kV, produtos que a WEG não tem em seu portfólio atualmente. Em 2020 sua receita líquida foi de R$ 121,7 milhões.

WEG [2]

Convidado pela Associação Empresarial de Guaramirim (Aciag) para falar sobre o sucesso da WEG, que nesta quinta-feira (16) chega aos 60 anos, o presidente do Conselho de Administração da companhia, Décio da Silva, explanou sobre motivação, capacitação, formação de lideranças, gestão participativa e, também, sobre metas, desenvolvimento do empreendimento e sucessão.

“A meta tem que ser desafiadora, mas realista, exequível”, disse o conselheiro da WEG, que atuou como CEO durante 18 anos na empresa.

Modernização

Em reunião na segunda-feira (13), o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) debateu a modernização do Tribunal Administrativo Tributário (TAT), o fim do voto de desempate nos litígios da área, além da necessidade de investimentos em infraestrutura e em energia e a reestruturação do Instituto do Meio Ambiente (IMA).

5G

O ministro das Comunicações Fábio Faria, estima que a quinta geração de internet (5G) poderá resultar em um total de US$ 1,2 trilhão em investimentos diretos e indiretos no país – além de avanços em termos de inclusão digital e social. “O Brasil não pode ficar para trás [nesse processo]”, disse o ministro destacando que o setor de telecomunicações é prioridade da pasta.

Serviços

O volume de serviços no país teve alta de 1,1% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior. Essa foi a quarta taxa de crescimento consecutiva do indicador, que acumula ganhos de 5,8% nos últimos quatro meses. Com o resultado, o setor atingiu o maior patamar desde março de 2016. O dado, da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), foi divulgado na terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).