Foto Eduardo Montecino/OCP News
Foto Eduardo Montecino/OCP News

A evolução dos meios de comunicação na história da humanidade, é um tema que sempre me fascinou. Até onde encontrei registros, a ‘arte rupestre’, ou gravuras em grutas e cavernas teria sido, lá pelos idos 40.000 anos a.C., a manifestação expressa mais arcaica do que conhecemos por comunicação.

Contudo, o processo evolutivo foi se acelerando na seguinte ordem cronológica: o papiro (2500 a.C.); o correio por mensageiros (2400 a.C.); o telégrafo de tochas (1300 a.C.); o telégrafo de tambores (529 a.C.); o jornal (Séc. XVII); o telégrafo elétrico; o rádio e o telefone (Séc. XIX); a televisão e a internet (Séc. XX).

Se você iniciou a leitura deste texto, instigado pelo título, é porque, como assíduo leitor, você também lê jornais. Logo, você não se insere na maioria dos brasileiros cuja cultura é mais oral/auditiva do que textual, e que por conseguinte, fala e escreve mal.

A rotina diária das pessoas conectadas com o mundo, também se inicia pela leitura de um jornal, obviamente, acompanhada de um bom café.

Caso tenha se identificado com este ritual, é porque nutre o prazer em se saciar de informações advindas das mais diversas fontes, o que o diferencia do padrão comum. Sem depreciar quaisquer que sejam os canais, pesquisas tem nos comprovado que há jovens que preferem a leitura impressa, como há adultos e terceira idade se identificando com a leitura digital.

Entretanto, independentemente de idade, há os que não abrem mão das duas plataformas. Estes são a prova viva de que o jornal sobrepujou o tempo e segue com o ‘seu papel’.

Tenho procurado identificar justamente nesse público multimeios, quais os estímulos motivacionais que levam às diferentes plataformas.

Estes leitores compartilham de argumentos comuns: admitem que, além da credibilidade, autenticidade, formalidade e praticidade, o jornal impresso proporciona uma pauta selecionada, organizada, diversificada e agrupada por temas, oferecendo um percurso orientativo para a absorção do conteúdo.

Mesmo que o interesse seja por uma editoria específica, o simples ato de folheá-lo levará, naturalmente, a todas as editorias, dando-lhe a sensação de dispor da pauta noticiosa completa do dia diante dos olhos. Poderíamos considerar então, que nessa plataforma, o leitor é apresentado ao conteúdo.

É só nesta condição que, involuntariamente, ele poderá ser surpreendido com inesperada matéria capaz até de mudar sua vida.

Estas constatações têm me levado à seguinte conclusão: quem tem marca e conteúdo, quaisquer que sejam as plataformas, todas terão seu valor próprio, devidamente reconhecido pelo leitor.