Hoje, o tema está longe de ser agradável, mas não deixa de ser relevante. O dia 18 de maio é considerado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes. Essa data foi instituída em 2000, pelo projeto de lei 9970/00, após o assassinato de Araceli, uma menina de oito anos que foi drogada, estuprada e morta por jovens de classe média alta, no dia 18/05/1973, em Vitória (ES).

Alguns de vocês podem se perguntar por que uma coluna de saúde da mulher está trazendo esse assunto, mas fato é que a maioria dos abusadores e exploradores são pessoas próximas à criança: pais, mães, padrastos, irmãos, avôs, etc. E em 70% dos casos, o abuso ocorre dentro da própria casa.

Sendo assim, cabe aos pais, na maioria dos casos, procurar por sinais de violência, tarefa árdua, mas infelizmente necessária. E ensinar, desde cedo, quais áreas da criança não devem ser manipuladas pelos adultos e, assim que possível, falar sobre sexo, mas sem cegonhas ou ideias mágicas de nascimento.

É necessário falar de pênis, ânus e vagina, mas dentro do tom da família, para que essa criança reconheça atitudes perigosas.

Ainda que a exploração sexual aconteça mais nas classes humildes, não está restrita a elas, principalmente se observamos os casos de abuso domiciliar. Dessa forma, ninguém está a salvo dessa tragédia!

Antes de prosseguirmos, eu gostaria de diferenciar abuso de exploração sexual. Abuso sexual é quando o adulto utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para sua satisfação sexual, já a exploração sexual ocorre quando se paga para se ter sexo com pessoas em idade inferior a 18 anos.

Ainda que, para muitas famílias, a ideia do abuso pareça ser de outro planeta, ela é extremamente frequente. Entre 2011 e 2017 foram registradas 203.275 denúncias no disque 100. Este é um canal de denúncias oficial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. E através dele conseguiu se observar que de 85% a 92% são crianças do sexo feminino.

Nem todo mundo consegue falar sobre o assunto, mas existe bastante conteúdo na internet para ajudá-los nessa tarefa, como no YouTube, uma série de desenho criado pela Unicef e o canal Cultura: “Que corpo é esse?”

Infelizmente, o único caminho é conversar sobre isso, alertar as crianças, não há outra saída! Mas você pode decidir qual a melhor forma de fazer isso. E, em caso de suspeita, DISQUE 100!

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Referências Bibliográficas: 1. childfundbrasil.org.br/blog/1805-dia-nacional-de-combate-ao-abuso-e | 2. blog.mds.gov.br/referias/18-de-maio-dia-nacional-de-combate-ao-abuso-e-a-exploracao-sexual-contra-criancas-e-adolescentes | 3. chegadetrabalhoinfantil.org.br

Dra. Juliana Bizatto

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