O Brasil é uma referência mundial em estrutura de Bancos de Leite Humano (BLH). Esse é só um exemplo de que motivos para nos orgulharmos de nosso país e, sobretudo, de nosso povo, não faltam. Basta que desviemos nosso olhar da guerra político-ideológica e reposicionemos a lente buscando captar as coisas boas que estão a nossa volta.

A geração dessa fonte de vida é organizada, estruturada e assegurada graças a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR), que é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por intermédio de uma parceria entre o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz) e o Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas da Secretaria de Atenção à Saúde (DAPE/SAS).

O dia 19 de maio é mundialmente dedicado à Doação de Leite Humano. Os estoques dessa fonte de vida são mantidos pela doação das mulheres lactantes. Essa data reforça, portanto, a importância desse ato de generosidade que alimenta a vida. A campanha brasileira desse ano tem como tema “Gotas de Amor para um Mundo Melhor.”

Em Jaraguá do Sul, o BLH distribuiu 570 litros de leite humano só no ano passado, cujo volume beneficiou 508 bebês. De acordo com a rBLH-BR, “a doação de leite humano passa pelo processo de coleta, processamento e distribuição do leite humano para bebês prematuros internados de baixo peso (menos de 2,5 kg) e com patologias, principalmente do trato gastrointestinal, e que não podem ser alimentados diretamente pelas próprias mães.

Todo o leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser ofertado a uma criança, conforme rege a legislação que regulamenta o funcionamento dos bancos de leite humano no Brasil, a RDC Nº 171.

Após análises das suas características, o leite é distribuído de acordo com as necessidades específicas de cada recém-nascido internado.” Na página 7 dessa edição OCP, o leitor encontrará uma matéria com profundidade de detalhes sobre esse tema.