O mundo celebra hoje, o dia da imunização em meio a uma pandemia. Embora a protagonista do momento seja a Covid-19, há uma série de outras doenças que também só se previne com imunização.

Historicamente, por motivos de toda ordem, o Brasil nunca foi referência em imunização de sua população, seja qual for a doença. Isso se deve, por um lado, pelas limitações do Estado, e por outro, em maior peso, pela falta de consciência da população.

Vale salientar que o Programa Nacional de Imunização (PNI) criado em 1973, é um dos mais completos do mundo, com grande potencial de cobertura de população vacinada e de quantidade de vacinas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de saúde (SUS). Falta, entretanto, conscientização popular.

A realidade fática é que a forma mais eficaz de combater qualquer doença imunoprevenível, é por meio de vacina. Portanto, todo cidadão que observa e cumpre as determinações e programas das autoridades sanitárias, no tocante à vacinação, está praticando um gesto de cidadania, pois não está protegendo só a si próprio, mas, a sociedade.

Pode-se considerar, então, que o índice de imunização de uma sociedade tem estreita relação com o senso de coletividade e esclarecimento do povo. Cabe evidenciar, ademais, que sendo a vacinação um dever constitucional do Estado e um direito fundamental do cidadão, ninguém poderá ignorá-la, alegando desconhecimento da lei.

É inadmissível que, com tanta informação disponível, motivos fúteis como: esquecimento, desconhecimento, medo do efeito colateral, crenças religiosas, fake news, rejeição por marcas de vacinas, além de outras sandices, possam ainda representar tanto empecilho e resistência ao processo de imunização. Que esse dia reforce a conscientização de que vacina previne e salva vidas.