A governança pode ajudar o empreendedor a reduzir a taxa de mortalidade, melhorar a criação de valor da startup e despertar interesse no mercado por suas soluções, e, até mesmo atrair investidores para acelerar o crescimento do negócio.

Em que fase a sua empresa está? O sucesso e êxito de uma empresa bem-sucedida pode ser resumida em uma trajetória de quatro fases: Ideação, validação, tração e escala. E, para as startups, o cenário não é diferente.

No pontapé inicial da startup, na ideação do negócio, é importante que os fundadores alinhem e combinem os termos para a constituição e normas da empresa. Nesse documento, chamado de found agreement, é permitido decidir quais as atribuições da operação, quem será responsável, como vai ser a distribuição da participação, ou seja, busca-se evitar problemas futuros.

Na fase de validação, momento em que o empreendedor testa as suas ideias, é importante analisar questões de recursos e pessoas, com o uso de técnicas e cláusulas para reter talentos, que é o caso do vesting.

Já na fase de tração, é importante que o empreendedor esteja acompanhado por um conselho consultivo. E na fase de escala, os pontos de atenção estão nas formas mais robustas de controle, risco, código de conduta, ou seja, questões que direcionam a uma governança propriamente dita.

O ambiente colaborativo proporcionado pelas startups envolve a colaboração de conhecimentos entre profissionais e empreendedores por meio de troca de experiências e vivências, proporcionando um crescimento mais acelerado.

Além de querer, é preciso saber como implementar novas ideias, criar estratégias de ganho expressivo de mercado e resolver problemas internos da empresa.

A cooperação entre as atividades operacionais e as experiências de profissionais chaves para o desenvolvimento do negócio é importante para que sejam discutidos pontos ao desenvolvimento e crescimento da startup.

O mundo disruptivo proporcionado pelas startups torna cada vez mais comum os pensamentos e ideias diferentes, e estas, quando somadas, tornam uma ideia melhor, por isso, a importância de reuniões para discussão e alinhamento das percepções e perspectivas.

E é nesse ponto que o conselho consultivo se torna importante. As reuniões devem ter uma periodicidade para análise dos resultados das ideias e também discussão dos novos cenários, para que não se perca o timing.

A habilitação da empresa para informação, entrelaçado com o ritmo da inovação acelera ainda mais o crescimento, até que as mudanças passam a ser exponenciais.

O mercado tradicional precisa manter seu olhar e atenção nos princípios das empresas exponenciais, as quais possuem o viés tecnológico e de inovação por meio de um ambiente corporativo e de colaboração.

A inovação, como um episódio esporádico e eventual, não é mais capaz de sustentar uma empresa. Estamos na era da inovação como competência.

Artigo elaborado pelo advogado Paulo Luiz da Silva Mattos, advogado pós-graduado em Direito Empresarial e Direito do Trabalho. MBA em Direito e Negócios Internacionais. Sócio Fundador do escritório Mattos, Mayer, Dalcanale & Advogados Associados.