Em 1796, o britânico Edward Jenner desenvolveu a primeira vacina. Naquela época, a varíola humana era uma doença com alta taxa de transmissão e podia levar à morte. Ele observou que ordenhadeiras pareciam ter uma maior imunidade para varíola humana e que as vacas desenvolviam uma doença com formação de pústulas semelhante à varíola. Ele produziu a primeira vacina inoculando em um menino o material das lesões da doença bovina. Foi assim que o vírus vaccinia deu origem ao nome vacina.

De lá para cá, a criação de Jenner avançou para outros países e promoveu a prevenção de doenças ao redor do mundo. É por isso que em 9 de junho nós celebramos o Dia Nacional da Imunização. Em 1950, quando o calendário vacinal infantil foi proposto no Brasil, doenças como Febre Amarela, Varíola e Tuberculose tinham uma prevalência exorbitante e produziam muitos óbitos. Gradativamente, outras doenças foram incluídas e tiveram a mortalidade diminuída. Com a mortalidade controlada/reduzida, a expectativa de vida aumenta consideravelmente.

Na década de 1970, o Brasil criou, por intermédio do Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Imunização (PNI), que é responsável pelas decisões e coordenação das campanhas vacinais até hoje. Com a criação e implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), a população brasileira passou a ter direito à saúde de forma universal e gratuita. Com esse modelo, há abrangência de toda população e o Brasil garante acesso sem custo à todas as vacinas recomendadas pelo Organização Mundial de Saúde (OMS). O PNI é responsável por 98% das vacinas aplicadas no país.

É muito importante que os pais usufruam destas ferramentas e mantenham a carteira de vacinação de seus filhos em dia. Algumas doenças preveníveis com vacinação, podem não só levar à óbito, mas afetar o paciente para sempre, como a paralisia infantil ou meningite. Além disso, a vacinação minimiza a circulação dessas doenças.

Adolescentes e adultos também precisam manter a vacinação em dia. Certas vacinas só são aplicadas na pré-adolescência, como a imunização contra o HPV. Outras são disponibilizadas por campanhas de acordo com a incidência da doença ou momento do ano, como Febre amarela, Influenza/H1N1 e Covid- 19. Há aquelas que são disponibilizadas de acordo com outras condições de saúde, como o calendário vacinal para o paciente HIV e, algumas, necessitam de reforço ao longo da vida, como o Tétano.

Ao longo desses mais de 220 anos de imunizações, muita coisa já aconteceu e se falou sobre as vacinas. Um mito importante de ser combatido é o de que a vacina produza a doença. As vacinas são produzidas com vírus mortos, inativados ou até mesmo fragmentos dos patógenos e, dessa maneira, não há como causarem doença. Após a vacinação, algumas pessoas podem apresentar efeitos adversos leves, mas que alguns podem confundir com doença. Em tempos mais atuais, cresceu pelo mundo os chamados movimentos anti-vacinas. Esses movimentos discutem a eficiência das vacinas, a ligação destas com outras patologias e a liberdade de escolha dos pais sobre a saúde dos filhos. A melhor maneira de “responder” a esses movimentos é observar gráficos do PNI – quanto mais vacinação, menos doenças.

Em maio, ocorreu a aprovação da priorização para aplicação da vacina contra a Covid-19 nos profissionais da área da educação no Estado. Nós, da Católica SC, recebemos essa notícia com muita satisfação. Diminuir o número de contaminados e reduzir a transmissibilidade é de suma importância para que o vírus perca força e vidas sejam poupadas.

Temos reforçado com todos os nossos colaboradores sobre a importância da vacina para possibilitar um retorno mais tranquilo para as atividades presenciais. Quando chegar a vez de cada um de nós, tenho a confiança que nosso time fará a sua parte para combater o coronavírus. Deixo o convite para que você também faça a sua.