Sabemos que o ato de ler não depende somente do valor sonoro de cada letra: é uma das habilidades mais valiosas e lindas que uma criança pode desenvolver. Através dela, os pequenos desenvolvem a troca de experiências cognitiva, afetiva e social, além de adquirir conhecimentos e construção de competência para a sua formação no decorrer da vida.

Pensando em formas de fomentar o estímulo à leitura e procurar caminhos que facilitem essa caminhada, pais, professores e mediadores de leitura podem usar como ferramenta a exploração literária lúdica. Explicando um pouquinho sobre as atividades lúdicas: são consideradas lúdicas as brincadeiras ligadas à imaginação e à diversão. Esse tipo de atividade é crucial principalmente na infância, já que contribuem com o desenvolvimento infantil de muitas maneiras. O caráter lúdico unido à leitura desperta o prazer que é a introdução aos mundos criativos e inimagináveis dos livros.

Em vista disso, o ato de contar histórias para as crianças conquistou um espaço valiosamente importante nos dias de hoje, pois além de ter o poder de fazer a criança vivenciar diversas emoções, também ajuda a resolver conflitos emocionais como por exemplo, o medo. Nesse contexto, as fábulas são apenas umas das indicações de milhares de possibilidades literárias em que podemos trabalhar o lúdico, já que esses contos envolvem animais, forças da natureza, objetos, pessoas e seres animados para transmitir valores morais às crianças.

Para trabalhar a história com a criança e alcançar o objetivo do estímulo com o lúdico, o livro deve ser introduzido junto com demais ferramentas, como brinquedos, efeitos sonoros, música, fantoches e até mesmo com o apoio de materiais recicláveis. Esse processo desencadeia uma curiosidade pela exploração do mundo através da diversão e cria, automaticamente, uma conexão entre as possibilidades de brincar, ler, observar e conhecer o mundo.

Nesse sentido, os momentos em que nos sentamos e contamos histórias não servem apenas para ensinar o aluno a ler e a escrever, mas também para a evolução do seu aprendizado e da sua conexão com sua realidade. Assim, a criança entende melhor o contexto em que está inserida através do ato prazeroso que é o brincar e o imaginar, o que cria crianças e jovens protagonistas das suas próprias histórias.

Evilyn Sasse Jordan é graduada em Licenciatura em Artes Visuais e bibliotecária no Colégio Marista São Luís