O isolamento acústico em uma edificação é a propriedade de abafar os sons indesejados, sejam eles internos ou externos, fornecendo mais privacidade aos moradores. Por isso este tipo de aplicação é muito procurado em grandes cidades ou em locais com alto tráfego, mas nem sempre as edificações foram pensadas visando a diminuição do barulho.

Há algumas alternativas que podem ser colocadas em prática antes, durante ou depois da construção. Chamamos elas de isolamento acústico.

Embora pareçam a mesma coisa, o tratamento sonoro e o isolamento acústico são diferentes. Enquanto o primeiro visa diminuir os ruídos, o segundo tem como objetivo bloquear que eles passem para outros cômodos e inibem a passagem de ruídos para os outros cômodos, podendo ser conferido através de vários tipos de materiais que podem ser empregados na construção.

O material é especificado em projeto e deve ser seguido com rigor na execução, obedecendo as espessuras e peso conforme detalhamento, pois qualquer alteração também afetará seu desempenho.

Há diversos tipos de materiais que podem ser aplicados, podendo ser separados em dois grupos: os materiais convencionais (mais usuais na construção civil) e os não convencionais (que são materiais inovadores, com função exclusiva de isolar acusticamente).

Os materiais mais utilizados são as lãs, seja lã de rocha, de vidro ou de pet, mas há também as vermiticulitas, espumas elastoméricas, fibras de coco, entre outras.

A lã de vidro é uma das mais utilizadas e possui a dupla função de isolante térmico e acústico, devido a porosidade (alto índice de poros, quantidade de ar) presente no material, além de ser resistente ao fogo, e encontra-se a venda em forma de rolo ou painéis.

A lã de rocha é similar a lã de vidro, com a diferença do material (obviamente) e encontra-se disponível numa variedade maior de formatos, como manta, painel, feltro, flocos e tubo. A lã de pet, por sua vez, é um material reciclado, produzido a partir de garrafas pet, com boa resistência ao fogo quando aplicada no comércio e em residências.

As espumas acústicas, ou elastoméricas, são geralmente produzidas a partir do poliuretano poliéster e são muito empregadas em escritórios, auditórios e salas de som. As espumas derivadas de melamina são praticamente incombustíveis, com índice muito baixo de produção de fumaça tóxica.

Se a necessidade é apenas absorver o ruído do impacto em pisos, utiliza-se borrachas sintéticas, fabricadas a partir de pneus reciclados. As vermiticulitas, basicamente um mineral expandido vinte vezes, é utilizado em divisórias, forros, lajes, paredes e são vendidas em placas ou blocos.

Por fim, mas não menos importante, as fibras de coco são materiais que, misturados com aglomerados de cortiça, se tornam uma ótima opção para a absorção de ondas de baixa frequência, além de ser um material sustentável e natural.

Isolamentos acústicos são muito utilizados quando se opta pelo sistema de construção em Steel Frame, onde sua aplicação é facilitada, encontrando-se entre as placas e estruturas metálicas, além de possuir também um uso comum em forros e divisórios de escritórios, porém em alvenaria acaba não sendo tão utilizado, uma vez que acredita-se que o isolamento acústico deste material é melhor que os demais métodos construtivos.

Artigo escrito pelas arquitetas e urbanistas Jeanita Bonato (CAU/SC A135996-7) e Mariana Silva (CAU/SC 199214-7).

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