Foto Divulgação
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O monitor luminoso anuncia a próxima senha, na sala de espera lentamente um homem começa a se mexer no sofá. Aos poucos vai se levantando e com muita dificuldade chega até o guichê. Aparentando um pouco mais de 70 anos, com muita dificuldade em andar, mãos trêmulas, demonstra que os braços também não têm mais a mesma força.

A dificuldade para se movimentar é evidente, o equilíbrio está prejudicado, a pouca coordenação o impede de entregar os papéis ao atendente e a falta de força é percebida a todo momento. Ao se sentar, lhe falta ar, a exaustão toma conta de seu corpo, demora para começar a falar e sem sombra de dúvidas, percebe-se que seus músculos não são trabalhados há muito tempo.

Quem nunca presenciou esta cena? Este quadro mostra o porquê é tão comum os idosos tropeçarem e caírem em suas próprias casas e fraturarem quadril e fêmur, chegando à iminência de incapacidade.

Quando nascemos começamos a entender o que o mundo tem a nos oferecer. São tantos movimentos, tantos aprendizados que todos os "cai e levanta" de um bebê aprendendo a caminhar nos encanta.

Com o passar dos anos, começamos a andar para trás. Tudo o que aprendemos sobre movimento vamos perdendo e aprendendo a não se mover. Permanecemos em posturas estáticas muitas horas ao longo de nossa existência.

Comemos, trabalhamos, estudamos, na grande maioria das vezes, sentados. Sem falar nas proibições, crenças e medos que colocam nas nossas cabeças, nos limitando ainda mais a nos movimentar.

Não podemos deixar que o músculo se enfraqueça, pois, a gravidade vai atuar e o corpo irá envergar. O que mantém o esqueleto em pé é a atuação muscular. Mas é preciso entender que esta não é a sua única função.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2014, o déficit de massa muscular ocorre em todas as idades e os estudos o relacionam com a probabilidade maior de doenças metabólicas e cardiovasculares.

Baseado nisso, os cientistas colocam agora que a massa muscular pode ser considerada um sinal vital, como a glicose no sangue, a pressão sanguínea e o ritmo do coração. Não é à toa que as pessoas com doenças severas apresentam baixo índice de massa muscular, pois o músculo não “alimentado” não alimenta o corpo e este fica descompensado e doente.

Músculo saudável, corpo saudável. Se movimentando com qualidade e mantendo as funções metabólicas estáveis, regulando a temperatura corporal, regulando os níveis de glicose sanguíneo e a reserva de proteínas do organismo.

Mas calma, o processo de perda de massa muscular é um processo natural do envelhecimento e é possível mantê-la saudável com uma boa alimentação e com a prática regular de exercícios de força, que não se limitam somente aos pesos, podemos utilizar uma excelente ferramenta, o peso do próprio corpo.

Não precisamos de muitos apetrechos para manter a massa muscular, basta exercitar a função natural do corpo, aquela que adquirimos quando bebês e permitimos perdê-las com o tempo. As modalidades como o Pilates, o TRX e o treinamento funcional são verdadeiros aliados à preservação e ao ganho de massa muscular.

Simples de serem executados, mas com a potência que o corpo precisa. Não é necessário chegar à perda extrema de massa muscular para perceber o quanto os músculos são importantes na nossa qualidade de vida, basta olhá-los e entender que são eles que nos movem.

Clínica Ser

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