Com a retirada do segredo de Justiça, o OCP teve acesso ao resultado da exumação do corpo de Andreia Araújo, 28 anos, vítima de feminicídio em Jaraguá do Sul. O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) aponta que ela não estava grávida no momento em que foi morta por Marcelo Kroin, 38.

Antes da sua morte, Andreia havia anunciado para a família que estava grávida de três meses. A necrópsia feita pelo IGP e os exames posteriores deram inconclusivos. Sem o resultado, o promotor Marcio André Zattar Cota, da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaraguá do Sul, fez o pedido de exumação.

O procedimento ocorreu no dia 8 de novembro de 2018, no Cemitério Municipal de Guaramirim. O corpo foi retirado da sepultura e, logo em seguida, o útero de Andreia foi recolhido pelos peritos. Depois da análise, o IGP descartou a hipótese dela estar grávida.

“Macroscopicamente se pode identificar a anatomia das estruturas, conseguindo precisamente visualizar a cavidade endometrial. Essa é delgada e não apresenta conteúdo gestacional, sendo útero não gravídico. Os cortes histológicos, mesmo que prejudicados pela decomposição tecidual, corroboram não haver conteúdo gestacional", diz o laudo.

Réu confesso, Marcelo Kroin será julgado na próxima terça-feira (20) pelo Tribunal do Júri. Ele está preso preventivamente no Presídio Regional de Jaraguá do Sul.

Kroin é acusado de homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, asfixia e feminicídio. Se a gravidez fosse confirmada, a pena poderia aumentar de um terço até a metade.

 

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