Acusado de matar a companheira Andreia Araújo, Marcelo Kroin será julgado no dia 20 de agosto, às 9h, em Jaraguá do Sul. O Tribunal do Júri vai decidir o destino de Kroin, que aguarda o julgamento preso preventivamente no Presídio Regional de Jaraguá do Sul.

O homicídio ocorreu no dia 5 de agosto de 2018, em uma residência na rua Neco Spézia, no bairro Jaraguá Esquerdo. O crime logo ganhou repercussão nacional pela forma com que Andreia foi morta e pela frieza com que Kroin se comportou após o crime.

 

 

O promotor da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaraguá do Sul, Márcio André Zattar Cota, denunciou o réu confesso pelos crimes de homicídio com três qualificadoras: feminicídio, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e com emprego de asfixia.

Kroin também será julgado pelo crime de tentativa de ocultação de cadáver. Após a morte, ele colocou o corpo enrolado em um cobertor dentro do carro, seguiu até Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina, e voltou para casa. O caso segue em segredo de Justiça.

Discussão em festa

De acordo com o inquérito presidido pelo delegado Carlos Alberto Cilião Crippa, o crime aconteceu após uma festa de aniversário de uma das irmãs de Andreia. Kroin saiu mais cedo da festa e havia discutido com a companheira.

O atrito entre Marcelo e a Andreia teria começado pelo fato dela ter preferido na festa ocorrida no dia 4 de agosto. Depois que ele foi embora, a mulher ficou conversando, bebendo e se divertindo com os amigos. Ela foi para casa de Uber por volta da 1h do dia seguinte.

Em reportagem do O Correio do Povo, Marilei Araújo, 43 anos, irmã de Andreia, afirmou que o assassino confesso disse que iria acabar com a vida dela no momento em que saiu da festa.

Contradição com o laudo

Marcelo contou em depoimento que estava em casa assistindo televisão quando a mulher chegou embriagada.

Ele disse que foi atacado por ela com uma faca. Apesar de apresentar marcas de agressão nos braços, não houve a confirmação dos ferimentos terem sido causados por uma arma branca.

O acusado afirmou, ainda, que, em um movimento de defesa, acabou dando um soco na companheira. Então, a jovem bateu a cabeça na parede, caiu, agonizou por uns instantes e morreu logo em seguida.

Mas, de acordo com o laudo cadavérico feito pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), a morte da vítima foi causada por asfixia. O documento produzido pelos peritos do IGP também aponta marcas de espancamento e um trauma no crânio da vítima.

Gravidez não confirmada

Há indícios de que a Andreia estava grávida quando foi morta. Apesar disso, os exames feitos inicialmente pelo Instituto Geral de Perícias deram inconclusivos.

O promotor do caso pediu a exumação do cadáver e o útero da vítima foi retirado no dia 8 de novembro de 2018.

Como há o segredo de Justiça, ninguém pode comentar sobre o procedimento. A confirmação da gestação é importante para a acusação, pois pode aumentar a pena final de Kroin em um terço até a metade caso a vítima esteja grávida a partir de três meses.

 

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