Foto Divulgação/Avevi
Foto Divulgação/Avevi

De janeiro de 2017 a setembro de 2019, os vereadores de Massaranduba utilizaram cerca de R$ 123,9 mil em diárias e passagens pagas pela Câmara Municipal.

O OCP continua hoje a série de levantamento das despesas de gabinetes e dos vereadores das câmaras da região. Já foram levantadas os gastos de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Schroeder e agora Massaranduba. O Legislativo de Corupá fecha a série.

 

 

As despesas levantadas estão disponíveis para consulta no Portal da Transparência da Câmara de Massaranduba.

Diferente da Câmara de Jaraguá do Sul, as demais câmaras da região não possuem gabinetes de vereador, nem assessor parlamentar por vereador.

Por isso, as despesas com telefone fixo, materiais de expediente, impressões e fotocópias, por exemplo, são despesas gerais, de toda a equipe de funcionários das Casas, e não há rateio por vereador ou por partido.

Em Massaranduba, as despesas lançadas em nome dos parlamentares são as com passagens e diárias, que incluem o custeio de hospedagem e alimentação, por exemplo.

De acordo com os dados do Portal da Transparência, as despesas com diárias somaram R$ 92,1 mil desde o início do mandato, em janeiro de 2017, até setembro deste ano. Já as despesas com passagens foram de R$ 31,8 mil no mesmo período.

Maiores e menores gastos

O vereador com o maior volume de despesas no período é Djonathan Cisz (PSDB), com R$ 24,5 mil utilizados com diárias e passagens.

Ele explica que os valores foram utilizados para viagens a Brasília e pelo estado em busca de recursos junto a parlamentares estaduais e federais.

Desse trabalho, o vereador diz que o resultado foi mais de R$ 1,4 milhão em emendas parlamentares, que ajudou a trazer ao município ao longo do mandato.

“A gente tem mantido, além do trabalho da vereança, de legislar e fiscalizar o poder executivo e suas atividades, a busca de recursos para o município. Somos um município pequeno e temos grande necessidade de demandas”, declara o vereador.

Além disso, Cisz participou de cursos de qualificação legislativa, principalmente em 2017 e 2018, por estar em seu primeiro mandato.

“Eu vi a necessidade na busca de entendimento do trabalho do vereador, até onde posso tramitar e encaminhar as coisas aqui na Câmara, então eu realmente preferi efetivar alguns cursos para uma qualificação do mandato”, diz Cisz.

Ele reforça que, como servidor efetivo da Prefeitura, se licenciou da função para assumir a cadeira na Casa.

Já o parlamentar que realizou a menor despesa segundo os dados do Portal da Transparência é Selésio Zapelini (PSB), com R$ 9 mil aproximadamente.

Zapelini diz que busca controlar as despesas e gastar pouco ano. Em cursos, o vereador relata que em três anos de mandato participou de apenas dois e que as demais viagens foram para busca de recursos.

A maioria das viagens, diz Zapelini, foi à Florianópolis, por isso acaba usando seu próprio carro e combustível, evitando despesas bancadas pela Casa. O vereador afirma que procura evitar tais gastos para que sobrem mais recursos à Prefeitura.

“A gente tenta gastar pouco dinheiro porque se sobrar, o prefeito consegue fazer mais coisas para a saúde, educação, pavimentação...”, diz Zapelini.

Confira os valores gastos com diárias entre 2017 e 2019*

  • 2017: R$ 34.860,00
  • 2018: R$ 33.480,00
  • 2019: R$ 23.760,00
  • Total: R$ 92.100,00

*Até setembro

Veja os valores gastos com passagens entre 2017 e 2019*

  • 2017: R$ 9.428,78
  • 2018: R$ 3.583,23
  • 2019: R$ 18.363,64
  • Total: R$ 31.890,33

*Até setembro

Despesas por vereador

Djonathan Cisz (PSDB): R$ 24.519,75

Joanir José Lewandowski (PSDB): R$ 16.170,18

Vanderlei Sasse (Leca) (MDB): R$ 15.110,22

Fabiano Kempski (PSDB): R$ 14.925,34

Renato dos Santos (PSD): R$ 12.340,06

Ademir José Deretti (PP): R$ 11.285,07

Pier Gustavo Berri (MDB): R$ 10.533,70

Ilmar Saplinski (PSB): R$ 9.917,01

Selésio Zapelini (PSB): R$ 9.188,50

 

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