A história da pequena jaraguaense, Isabella Lux, de apenas 10 anos, vai virar um documentário, que deve ser exibido na terceira edição do Festival de Cinema de Jaraguá do Sul, em 2020.
A produção cinematográfica é do próprio organizador do evento, Isaac Huna, que se inspirou em uma reportagem do Por Acaso, escrita pela jornalista Natália Trentini e em uma crônica do conselheiro da Rede OCP, Nelson Pereira, que também é amigo da menina.
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Bella, como prefere ser chamada, nasceu prematura por conta de uma infecção urinária não notada pelo médico. Durante os primeiros anos de vida ela conseguia distinguir as cores e até chegou a aprender a ler e a escrever com papel e lápis.
Agora, ela consegue apenas perceber a claridade. No entanto, outros sentidos foram ficando mais aguçados, como a excelente audição e o tato infalível.

Foto Natélia Trentini
Apaixonada pela natureza, pelas aves, ótima aluna e amante dos livros, Isabella espera ansiosa pelas quartas-feiras, dia em que troca dois livros emprestados semanalmente e leva dois novos para casa.
Os livros geralmente são pegos na Escola Albano Kanzler, onde Bella estuda, ou na Biblioteca Municipal de Jaraguá do Sul, mas ela já leu praticamente todos os livros em braille de ambos os lugares.
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A família não sabe ao certo quantos livros em braille a menina já leu, mas o número já passa dos cem e cada vez a menina lê mais rápido, para chegar ao fim da história e saber de tudo o que aconteceu.
O Documentário
Foram três dias de filmagens, para captar o encantador, inspirador e feliz, mundo de Bella, a rotina do dia a dia, os afazeres e tudo o que ela mais gosta.
De acordo com roteiro, as cenas iniciaram-se pela Chiesetta Alpina, em busca de um olhar amplo da cidade natal da pequena.

Foto Divulgação
As cenas seguintes vão mostrar o cotidiano, o lar, os pássaros, os garnisés, a escola, a família, os livros, a música e os sonhos. A equipe técnica foi tomada por momentos marcantes de descobertas, experiências e emoções.
Agora todo o material vai passar pelo trabalho de compactação, adaptação e edição para que tudo fique perfeito para que “Simplismente Bella” seja exibido no Festival de Cinema de Jaraguá do Sul 2020, que acontece no mês de maio.

Foto Arquivo Pessoal
Para Nelson Pereira, a produção tem um importante apelo social. “Esse documentário vai promover uma reflexão sobre a inclusão. No contexto geral, sabemos que a sociedade ainda não é inclusiva”, comenta. “Ainda precisamos superar limitações estruturais e de caráter preconceituoso”, completa.
O documentário não conta com financiamentos e é realizado de forma voluntária pelos profissionais envolvidos. No entanto, a produção está aberta a patrocínio. Interessados podem entrar em contato com o produtor Isaac Huna pelo telefone (11) 9 9838-2468.
Veja quem está participando da iniciativa:
- Produção, direção e roteiro: Isaac Huna
- Apresentadores: Paulo Almuas e Anidria Stadler
- Fotografia, câmera, som e edição: Jorge Coifman , Jorge Souza
- Trilha: Banda La Mescla
- Figurino: Sally Caropreso
- Assistente geral e fotografia still: Sara Queiroz
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