RNA do vírus é transformado em DNA | Divulgação/PMJS
RNA do vírus é transformado em DNA | Divulgação/PMJS

Resumo da notícia:

  • Autoridades em saúde pública de todo o planeta estão se esforçando e aprendendo a combater o coronavírus em tempo real
  • Na China, ao menos 100 indivíduos que se curaram da doença voltaram a apresentar resultados positivos para a presença da Covid-19
  • No momento, as evidências indicam que a Covid-19, de forma ampla, é uma doença que só se pega uma vez

 

A possibilidade de uma reinfecção com o coronavírus preocupa a população e a comunidade médica e científica.

Autoridades em saúde pública de todo o planeta estão se esforçando e aprendendo a combater o coronavírus em tempo real e, por esta razão, as informações e orientações sobre a doença podem se modificar com o avanço nas pesquisas.

Na China, onde a pandemia iniciou, ao menos 100 indivíduos que se curaram da doença voltaram a apresentar resultados positivos para a presença da Covid-19.

Agora, de acordo com o Canaltech, um estudo recém-publicado aponta que os anticorpos podem durar por apenas dois ou três meses após a infecção, especialmente entre os pacientes que não apresentavam sintomas.

Novo estudo sobre reinfecção

Publicado pela revista Nature, esses resultados apontam para cautela com a ideia dos passaportes imunológicos, que em tese garantiriam que as pessoas que se recuperaram da doença não terão mais a Covid-19, mesmo meses depois.

Dessa forma, poderiam circular livremente sem risco de disseminarem novos casos do coronavírus.

No entanto, especialistas alertam que a pequena vida útil dos anticorpos não tem, necessariamente, relação com o fato de que essas pessoas possam ser infectadas pelo coronavírus uma segunda vez.

Isso porque mesmo que os níveis de anticorpos estejam baixos, há outras células protetoras no sistema imunológico, como as células T e B, que devem ser consideradas. Confira a reportagem completa aqui.

Diante disso, a pergunta mais frequente é: o corpo cria ou não imunidade contra o coronavírus?

Pode haver reinfecção?

Primeiramente, existem pontos importantes a serem destacados, baseando-se em estudos realizados até então:

As evidências científicas apontam que a probabilidade de uma reinfecção é remota, segundo o líder da força-tarefa contra o coronavírus dos Estados Unidos e um dos maiores especialistas do mundo em doenças infecciosas, Anthony Fauci.

Há possibilidade de que a possível reinfecção seja a conclusão precipitada dos testes de diagnóstico da Covid-19 | Foto Divulgação/PMJS

 

As análises também indicam que o novo coronavírus não possui uma alta taxa de mutações, de acordo com o imunologista Eduardo Finger, diretor do Laboratório de Pesquisa Experimental do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista.

Há possibilidade de que a possível reinfecção seja, na verdade, uma conclusão precipitada dos testes de diagnóstico da Covid-19.

O virologista Paulo Eduardo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, ressalta que pessoas que receberam alta após o tratamento para a Covid-19 continuam excretando pedaços do coronavírus, o que poderia dar um resultado positivo num teste.

Quem pega fica imune?

Por fim, segundo as pesquisas disponíveis, tudo leva a crer que, se há risco de reinfecção, é bem baixo.

Basta levar em conta que já são mais de 1 milhão de casos no mundo todo e ao redor de 100 relatos não confirmados de reinfecção em três países.

 

 

No momento, as evidências indicam que a Covid-19, de forma ampla, é mesmo uma doença que só se pega uma vez.

Porém, especialistas concordam que a criação de anticorpos ainda foi pouco testada no mundo e as repostas são vagas.

“Existe a possibilidade muito provável – por ser comum em vírus respiratórios – que a gente tenha a infecção e fique com o vírus replicando em níveis baixos, mesmo após a cura por um período longo”, explica Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia.

“O que a gente tem visto é que as pessoas não produzem anticorpos de forma consistente, padronizada, a gente não consegue ver isso para o coronavírus, saber como é a produção e por quanto tempo dura”, destacou Natália Pasternak, pós doutora em microbiologia e pesquisadora da USP, em entrevista à CNN.

Fonte: Veja Saúde, Canaltech e CNN

 

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