Durante o mês de julho, 25 pessoas vão ilustrar  a campanha “Temos 25 motivos para sorrir”, que o Grupo Breithaupt está desenvolvendo em parceria com a Rede OCP News e a 105 FM. O objetivo da série é contar as histórias de pessoas que compartilham o mesmo dia de aniversário com Jaraguá do Sul: 25 de julho. Confira!

Foi pelos corredores da Católica de Santa Catarina em Jaraguá do Sul que os caminhos de vida foram surgindo para Juliana Petris. Há 14 anos essa jaraguaense nascida no Hospital São José em 1987, no dia em que o município completava 111 anos, escolheu cursar a faculdade de pedagogia sem saber o quanto essa decisão definiria seu futuro.

Hoje, na sala voltada ao pátio na instituição no Bloco C, Juliana descreve com entusiasmo a carreira acadêmica que a levou à tarefa - encarada com emoção, como a mesma diz - de ser coordenadora de Educação a Distância (EAD). Mas a caminhada na Católica não foi só profissional, afinal, foi ali que conheceu seu marido, Denis Jean Petermann. “Acabei florescendo aqui dentro”, define Juliana.

E essa relação fica ainda mais fácil porque ela mora há poucos minutos da instituição. Na verdade, sempre morou pela região, o que parece facilitar essa familiaridade.

Juliana conta que a família fincou raízes no Rau, os pais acabam construindo a casa próximo a do avô que comprou uma grande extensão de terras no bairro quando se mudou da cidade de Doutor Pedrinho, muitos anos atrás.

“Eu sempre morei aqui, nunca cheguei a morar fora. Eu estudei durante dois anos e meio, quase três, na federal do Paraná, mas sempre ia e vinha”, revela, se referindo a época do mestrado na capital Curitiba.

Trabalhando na Católica, Juliana aliou duas áreas de interesse: pedagogia e informática | Foto Natália Trentini/OCP News

Foi dentro da pedagogia que Juliana percorreu as maiores distâncias. Desde quando estudava na escola Ana Töwe Nagel, já na sexta série,ela falava que queria ser professora. “Mas eu me imaginava professora de sala de aula, de escola, de ensino básico”, comenta.

Na época de vestibular, Juliana chegou a apostar em outros cursos, como sistema de informação por influência da carreira do pai Arnaldo - esse pé no mundo tecnológico só viria a prosperar anos mais tarde. Mas, no fim, foi a pedagogia que a “encantou”. “Se fosse hoje faria de novo a mesma coisa, gosto muito”, conta.

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Juliana fez o curso superior na própria Católica e foi da formatura para a sala de aula. Foram três dias entre o juramento e toga para a tarefa de atuar como monitora das disciplinas a distância que faziam parte da grade de alguns cursos da instituição lá em 2008.

Depois, com a especialização, foi para sala de aula atuar com disciplinas de base, como metodologia científica e da pesquisa.

Romper distâncias na educação

O trabalho que a levou a coordenar o projeto de educação a Distância da Católica de Santa Catarina começou em 2013. Naquele ano, com a abertura de uma janela de credenciamento para ensino superior aberta pelo Ministério da Educação, a instituição começou o processo que terminaria em 2016, com a autorização para abertura de dez cursos.

“A gente ficou dois anos e quatro meses nesse processo de reconhecimento dos polos, dos cursos e tudo mais. Eu viajei bastante, fui para vários lugares, a gente credenciou 20 polos, então viajei bastante pelo Brasil”, relembra.

Juliana coordena os projetos EAD em Jaraguá do Sul e Joinville. Da autorização ao lançamento, que aconteceu em julho de 2017, foi mais um ano para desenvolver a plataforma, cursos, corpo docente, entre outros aspectos que envolvem a modalidade de ensino.

“Eu sou uma apaixonada pela modalidade porque eu penso que ela traz a perspectiva de oportunizar a educação. E com a proposta da Católica, de uma educação de qualidade para pessoas que por vezes não conseguem alcançar a educação de forma tradicional”, reforça a coordenadora.

Juliana ressalta que trabalhar com educação a distância é desafiador. É preciso estar em constante processo de mudança, alinhado com os alunos e pensando em formas de levar o conteúdo de forma clara.

Depois da formatura em 2008, Juliana foi direto para sala de aula da instituição | Foto Natália Trentini/OCP News
Depois da formatura em 2008, Juliana foi direto para sala de aula da instituição | Foto Natália Trentini/OCP News

Uma equipe multidisciplinar se dedica a manter a plataforma em operação, desde técnicos aos professores que atuam como tutores respondendo em todos os períodos à dúvidas trazidas por quem está estudando.

Um dos desafios, pontua a pedagoga, é trazer o estudante para perto, incentivando a interação. Só assim as aulas em frente a um computador conseguem acontecer, revela.

“Depende muito da leitura e da interatividade do aluno, a aula em EAD não acontece se não tiver o aluno. Tem que ter a parceria, tem que ter o mediador e o aluno”, revela a coordenadora.

Para Juliana, o gosto por esse universo veio justamente por sua afinidade com o mundo da tecnologia e do desenvolvimento constante. “Eu continuo estudando muito para tentar entender a melhor forma de colocar o material para o aluno, a melhor forma de interagir, tem muita coisa que permeia a modalidade”.

Sua missão, no momento, é continuar expandindo o projeto e contribuir para que a educação ajude a desenvolver Jaraguá do Sul e região, com possibilidades mais acessíveis na educação superior. Depois, quer contribuir para chegar, pouco a pouco, aos 20 polos de educação a distância que ajudou a credenciar pelo país.

“É uma emoção todo dia e isso acaba dando gás para a gente acaba pensando em novas propostas para a gente ir deixado o projeto cada vez melhor”, finaliza Juliana.

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