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Renovada no Santos, jaraguaense fala de desafios na carreira e projeta futuro no futebol

Foto: Arquivo pessoal

Por: Lucas Pavin

30/01/2026 - 12:01 - Atualizada em: 30/01/2026 - 15:48

Aos 18 anos, a jaraguaense Adrielly Barrankievecz vive um dos momentos mais especiais da sua ainda jovem carreira. Recentemente, a lateral renovou seu contrato com o Santos até o fim de 2026, reforçando a confiança do clube em uma atleta que já acumula uma trajetória marcada por dedicação e amadurecimento no futebol.

Adrielly chegou ao Peixe em setembro do ano passado e, em pouco tempo, conquistou espaço no elenco Sub-20. A rápida adaptação é reflexo de uma caminhada iniciada ainda em 2017, na escolinha Gol de Placa, em Jaraguá do Sul, onde deu seus primeiros passos no esporte.

Na sequência, a lateral passou pelo Laboratório de Desenvolvimento no Futebol (LDF), também na cidade natal, sob orientação do professor Paulo Peters, figura determinante em sua formação. O trabalho abriu portas para experiências em clubes tradicionais do futebol feminino brasileiro, como Ferroviária (SP), Criciúma e Internacional.

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Adrielly em jogo pelo Inter | Foto: Arquivo pessoal

Após defender o clube gaúcho, ela retornou a Jaraguá do Sul, onde vestiu as camisas do Juventus e do Meninas de Jaraguá/Secel, se destacando em competições estaduais de base e também no adulto. O bom desempenho rendeu um novo desafio no São José, onde permaneceu por cinco meses antes de acertar com o Santos.

De hobby à profissão

Segundo Adrielly, a certeza de que o futebol poderia se tornar profissão veio ainda na adolescência, durante a passagem pelo Internacional. “Foi quando passei pela base do Inter que percebi que queria isso para a minha vida. Não conseguia me ver fazendo outra coisa além de praticar esse esporte. Entender a rotina de uma atleta fez toda a diferença”, relembra.

O apoio familiar foi essencial ao longo do caminho, especialmente da mãe, do pai e do treinador Paulo Peters. “Minha família sempre me apoiou e o Paulo foi como um pai no futebol. Ele me cobrava muito, dentro e fora de campo, na parte física, mental e no entendimento do jogo. Isso me ajudou a manter o foco e a querer sempre mais”, destaca a atleta.

Atleta com o treinador Paulo Peters | Foto: Arquivo pessoal

Entre os desafios enfrentados até chegar ao Santos, Adrielly aponta o amadurecimento emocional e a distância da família como os principais obstáculos. “Aprender a lidar com a minha cabeça foi o mais difícil. Ficar longe da família desde muito nova não é fácil. Saí de casa com 12 anos e isso fortaleceu nossos laços, mas ainda hoje sinto essa distância”, afirma.

O peso do Santos

Vestir a camisa do Santos, segundo a lateral, representa muito mais do que a história do clube. “Aqui é diferente. É acolhimento, paixão e sentimento. Foi o primeiro clube em que me senti realmente em casa. Quero conquistar tudo o que for possível enquanto estiver aqui”, diz.

Entre os objetivos, Adrielly cita a busca por titularidade, manutenção do rendimento, títulos como o Paulista e a Copinha, além do sonho de chegar à Seleção Brasileira.

Defensivamente sólida, a lateral segue trabalhando para evoluir ainda mais no aspecto ofensivo. “Sempre gostei de marcar, essa é minha principal característica. Mas tenho buscado melhorar cada vez mais a parte ofensiva e a criação de jogadas”, ressalta.

“Temos uma comissão grande, com analista de desempenho, fisiologista, controle de carga por GPS e uma rotina intensa de treinos, vídeos e academia. Isso aumenta a responsabilidade e me faz crescer como pessoa e como atleta”, completa.

Lateral em ação pelo Peixe | Foto: Arquivo pessoal

Sonhos e conselho

Olhando para o futuro, Adrielly mantém os pés no chão, mas não esconde os sonhos: assinar contrato profissional, conquistar títulos nacionais, defender a seleção brasileira e atuar no exterior.

Para as meninas que sonham em seguir carreira no futebol, a jaraguaense deixa uma mensagem direta e inspiradora:

“Nunca deixe de treinar, mesmo nos dias em que não fizer sentido. Faça o que precisa ser feito. Todo trabalho tem sua recompensa e, mesmo que a carreira não dê certo, o futebol sempre traz aprendizados para a vida”, finaliza.

Adrielly com a camisa do Meninas de Jaraguá/Secel | Foto: Arquivo pessoal

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Lucas Pavin

Jornalista esportivo, com a missão de informar tudo o que rola na região, seja na base, amador ou profissional.