Atletas Polyana Rodrigues (E) e Stefani Roteski (D), e técnica Alessandra Trevisan (C) já estão em Portland para disputa do Pan-Americano | Foto Divulgação
Atletas Polyana Rodrigues (E) e Stefani Roteski (D), e técnica Alessandra Trevisan (C) já estão em Portland para disputa do Pan-Americano | Foto Divulgação

O taekwondo de Jaraguá do Sul iniciou, em 2017, um processo de popularização na cidade após algumas escolas abraçarem a arte marcial com projetos sociais, apoiados pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer.

Passados três anos de um crescimento vertiginoso, o esporte vive seu melhor momento em 27 anos de história e chega ao seu auge nesta semana, quando o município será representado, pela primeira vez, em um campeonato fora do país.

Acompanhadas pela técnica Alessandra Trevisan, as atletas Stefani Maria Roteski e Polyana Larissa Rodrigues Galvão vestem o kimono da seleção brasileira para a disputa do Pan-Americano Cadete, que inicia hoje e vai até o próximo domingo (16), na cidade de Portland, nos Estados Unidos.

Após garantirem as vagas através do título conquistado no Grand Slam, em fevereiro, no Rio de Janeiro, Stefani, de 12 anos, luta no Pan pela categoria até 47kg, enquanto Polyana, 14, compete na divisão até 55kg. A dupla chega ao evento com a moral de estarem entre as principais atletas do Brasil na categoria.

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Mas nem as inúmeras conquistas a nível estadual e nacional nos últimos anos, escondem um certo nervosismo e ansiedade em participar de uma competição em solo americano.

“Estou um pouco nervosa e ansiosa sim, mas queremos dar o nosso melhor. Sempre quis representar o Brasil e agora tenho essa oportunidade. Nos preparamos bastante e vamos tentar voltar com o melhor resultado possível, pois potencial nós temos”, afirma Stefani.

Essa expectativa é compartilhada pela treinadora Alessandra, que acredita na capacidade das meninas em subir ao pódio.

“A expectativa sempre é alta e o principal objetivo é fazer o nosso melhor. Se lutar bem e sair (do campeonato) sabendo que fez o máximo que podia ter feito, com certeza, estaremos felizes. Mas a ideia, claro, é sempre voltar com a medalha de ouro”, destaca.

Preparação e corrida por recursos

A luta para desembarcar nos Estados Unidos não foi nada fácil e as jaraguaenses tiveram que se esforçar – e muito – para disputar o Pan-Americano.

Tudo começou pelos treinos, com uma preparação iniciada em dezembro do ano passado, visando a seletiva para o evento, concluída com sucesso no mês de fevereiro.

“Desde lá (dezembro) viemos com treinos fortes e diários, específicos para esse campeonato, sempre com uma ajuda muito grande da Prefeitura em treinamentos e viagens para competições nacionais”, ressalta Alessandra Trevisan.

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Com este passo atingido, uma outra preocupação veio à tona. Sem nenhuma ajuda de custo da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), o trio precisou correr atrás de recursos para participação no Pan.

Desde então, a equipe contou com apoio de algumas empresas, como o Crematório Catarinense, além de promover rifas, pastelada, pedágio e até uma vaquinha online para, enfim, conseguir confirmar presença na competição internacional.

“As duas atletas vieram de projeto social do município e se destacam nos eventos pelo seu ótimo desempenho. Muitos ajudaram a realizar esse sonho e toda ajuda foi bem vinda”, finaliza Alessandra.

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