Seguindo a linha de retomar as atividades econômicas no estado aos poucos, o governador Carlos Moisés (PSL) anunciou no fim da última semana, a manutenção da liberação do funcionamento de lojas, supermercados e mercados que comercializam alimentos.

Desde sábado (4), a medida vale também para os estabelecimentos que realizam a venda de chocolates em lojas de rua, enquanto as que ficam localizadas dentro de shoppings, permanecem fechadas.

A liberação foi estendida para a venda de chocolates por conta da proximidade da páscoa, celebra neste domingo (12).

 

 

Os locais autorizados a funcionar devem seguir orientações como a restrição para a entrada do público a fim de evitar aglomerações e manter a distância de um metro e meio entre cada cliente.

Em Jaraguá do Sul, a Casa do Chocolate, tem acatado as medidas, além de disponibilizar álcool em gel e medir a temperatura antes do cliente entrar no estabelecimento.

O estabelecimento tem produzidos os doces com maior procura, pois ficou com estoque dos pedidos cancelados | Foto Fábio Junkes/OCP News

Durante os quase 15 dias em que a loja permaneceu fechada, a saída encontrada foi a entrega por "delivery", que até então, era feita com pouco frequência.

"Começamos a fazer pela necessidade, pois a loja estava fechada. Agora, como estamos na última semana antes da páscoa, separamos os pedidos e a pessoa vem só retirar, o que facilita para ela não ficar na fila", comenta a proprietária, Giovana Luiza de Oliveira Hornburg.

Ela acredita que o setor de entregas deve crescer muito neste período, já que não é permitida a longa permanência dos clientes dentro dos estabelecimentos.

 

 

A ideia de realizar entregas também tem sido de grande ajuda para os produtores artesanais, como é o caso de Inês de Souza Simm e Marília Motta Schneider.

A dupla produz bolachas artesanais e tem como ponto alto das vendas o natal e a páscoa, porém, neste ano o resultado não tem sido como o esperado.

“Estamos fazendo só quando temos pedidos. Antes participávamos de feiras, como a da Osterpark, mas como agora elas não estão acontecendo, não vale a pena produzir”, explica Inês.

 

 

No último natal, por exemplo, elas vendiam cerca de cinco baldes, cada um com 2,5 quilos de bolacha, por semana. Agora, os pedidos são poucos.

Ainda sem calcular valor, ela prevê que terá prejuízo nas vendas.

O mesmo deve acontecer na Casa do Chocolate, que, conforme a proprietária, tinha a expectativa de vender 10% a mais do que na páscoa de 2019.

"Por conta do coronavírus, acredito que vamos vender entre 30% e 40% a menos", analisa Giovana.

Foto: Fábio Junkes/OCP News

"Não estou contabilizando nada agora porque estou focada em trabalhar essa semana que antecede a páscoa com todos os cuidados que precisamos ter e só a partir da semana que vem é que vamos avaliar isso", explica.

O prazo para que a loja fique aberta vai até o domingo de páscoa (12) e como até o momento a liberação total do comércio ainda não foi anunciada, Giovana diz não saber como será a próxima semana.

"Espero que situação melhore daqui para frente", afirma.

 

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