Sempre que ouço falar em intolerância, racismo e outros ismos, volto lá nos anos 80 e 90 lembrando das campanhas publicitárias da Benetton dessa época. As fotografias polêmicas do italiano Oliviero Toscani, estampavam as páginas das mais importantes revistas do país, que apesar de não ter texto nenhum, mostravam os diversos tipos de intolerância observadas pelo mundo afora.

As campanhas faziam referência a intolerância racial, religiosa, sexual e outros tipos dela, sendo que alguns tipos, apesar dessas campanhas publicitárias estar beirando seus 40 anos, continuam ainda sendo muito atuais.

Nos últimos dias tivemos a oportunidade de acompanhar através de diversos canais de notícias, o crime cometido contra George Floyd, um negro que foi parado na rua por policiais, sendo acusado de ter comprado um maço de cigarros com uma nota falsa.

O crime contra Floyd, causou grande comoção, originando manifestações onde a questão da intolerância racial, voltou com toda força à tona pelo mundo todo.

Não demorou muito para as manifestações tomarem as redes sociais, tamanha a importância de nos conscientizarmos e discutirmos sobre o tema. Uns defendendo a situação, utilizando-se de argumentos como a vida pregressa do falecido, outros indo a favor, baseando-se na questão de que somos todos iguais, porém com chances diferentes.

Bom, nesse quesito, possuo a mesma percepção, a de que somos todos iguais, que temos que lutar por nosso lugar ao sol e por aí vai...

Tenho diversos amigos negros, por quem possuo o maior carinho, respeito. Amigos especiais que levarei sempre comigo em meu coração. Pessoas com quem convivi, com quem trabalhei ou estudei e que sabem que não faço nenhuma distinção pela sua cor de pele, situação financeira ou social.

O que me deixa muito triste nessa situação é ver gente que se considera os “politicamente corretos”, fazendo comentários contra o racismo, sendo completamente racistas. Dias desses vi num post de um amigo que justamente abriu a discussão em torno do racismo, o comentário de um desses “politicamente corretos” ou “mimizento de plantão”, que discordava do que o sujeito tinha publicado e escreveu mais ou menos assim: “Para você que tem a pele branca, e mora no Sul do Brasil fica fácil falar...”.

Querem comentário mais racista que esse? É mais ou menos assim: “Se você é contra o aborto, porém é do sexo masculino, não se arrisque a opinar porque não tem útero”, o pior dessa situação toda é que o cara que fez o comentário, também é branco e mora no Sul! (vai entender?)

Acredito eu, que se for escrever algo sobre o preconceito, em primeiro lugar preciso não ser preconceituoso. Buscar saber, conhecer, pois como o próprio termo diz, preconceito é um conceito que formamos antes de conhecer uma situação.

Antes de sermos preconceituosos possamos entender o real sentido da igualdade, do respeito que devemos ter uns pelos outros. Acredito que se levássemos mais isso em consideração, muitos preconceitos que ainda possuímos, não somente com a questão racial, seriam erradicados.

Que possamos pensar no ser como humano, como semelhante, como essência, pois quando formos chamados para a outra vida e formos para debaixo da terra, nos tornaremos um amontoado de ossos, não importando se nossa pele for negra, branca, amarela ou vermelha!

Que tenhamos isso em mente.

Pirata

O Pirata de portas abertas nesse final de semana, para receber seus clientes.

Atenção frequentadores da embarcação mais rock'n'roll da cidade, em virtude da atual sitação motivada pelo COVID 19, seguindo as orientações e pensando no melhor para todos os clientes e amigos do Pirata, os eventos: Feijoada, Pedra Letícia, Raimundos e Tequila Baby foram adiados, sem previsão ainda para quando. ⠀

Assim que toda essa situação voltar a normalidade os shows serão concretizados, sendo que estarão sendo divulgados novos convites para os eventos.

Por enquanto, o bar segue sua rotina quase que normal, se você quiser tomar aquela cervejinha gelada, fazer aquele lanche ou comer sua porção, o Pirata está de portas abertas para receber vocês.

Não esqueçam de trazer suas máscaras.

Festival de Cinema

O Festival de Cinema acontece entre os dias 25 a 27 de junho

Atenção pessoal que curte cinema, entre os dias 25 a 27 de junho acontece mais uma edição do Festival de Cinema de Jaraguá do Sul. Por conta da pandemia do Corona Vírus, o evento esse ano vai ser transmitido online.

Isso quer dizer que você não precisa sair de casa para apreciar gratuitamente os filmes que serão exibidos.

Em breve estarei divulgando programação completa por aqui!

Vamos embora que a litorina não espera.
Até semana que vem!