Texto escrito por Ludmila Marques

Você já deve ter ouvido falar neste termo e muitos investidores associam diretamente a volatilidade ao risco de um investimento.

Risco é a probabilidade do retorno de um investimento ser diferente do esperado, ou seja, a possibilidade de perder parte ou todo o valor aplicado. Já a volatilidade é uma medida de análise da variação econômica e representa a frequência e a intensidade de um determinado ativo em um período específico. Achou confuso?

Quando saímos de casa em um lindo dia de sol sem guarda-chuva, estamos assumindo o risco do tempo mudar e sermos surpreendidos por uma tempestade. Se olharmos a previsão do tempo, o risco deixa de existir? Não. Com a previsão, temos estudos sobre o tempo de acordo com o seu comportamento nos últimos dias, porém isso não significa que as coisas não podem mudar de uma hora para outra.

O mercado financeiro não é muito diferente. Quando você escolhe um investimento, você não deve analisar apenas a sua rentabilidade. Entre outros indicadores, é muito importante entender o risco envolvido. Essa análise é feita com a medida da volatilidade.

Ou seja, de acordo com a composição de um investimento e o seu comportamento, podemos gerar uma expectativa de risco e retorno para o futuro. Como no exemplo meteorológico, aqui não podemos prever tudo também: o fator mercado às vezes nos traz lindos dias de sol e em outros fortes tempestades.

Resumindo: quanto maior a volatilidade, maior o risco de ganhar ou perder dinheiro. Risco de ganhar? Isso mesmo! Atrelamos risco sempre a algo ruim, mas o conceito pode ser bom. Risco é a probabilidade de um evento acontecer, seja ele uma ameaça ou uma oportunidade de lucro. Ou seja, a volatilidade não quer dizer que o ativo é ruim: ela pode representar oportunidade de você ganhar mais dinheiro.

Pense na Apple em seu início, dentro de uma garagem pequena e bagunçada. Os investidores que viram valor e potencial no negócio na época estão colhendo os frutos hoje. As ações multiplicaram de valor diversas vezes, gerando verdadeiras fortunas.

Passamos recentemente por uma grande oportunidade de compra de ativos: a pandemia. E não apenas para os investimentos de maior volatilidade (como ações, fundos de ações e fundos multimercados), mas também para ativos de renda fixa, por exemplo.

Nestes momentos, é fundamental ter um valor de caixa em sua carteira para aproveitar a oportunidade. Afinal, de nada adianta ver uma oportunidade de investimento se você não se planejar para aproveitá-la.

E quando vender este ativo? Aí vai depender de sua estratégia e seu perfil de investidor. Por exemplo, a volatilidade pode colaborar para ganhos no curto prazo, mas exigirá de você acompanhamento e análise em tempo integral. Melhor dizendo, para trabalhar ganhar no curto prazo, você precisa estudar muito e dedicar bastante tempo da sua vida para operar seus investimentos.

Pensando no longo prazo, a ideia é investir em empresas com perspectiva de crescimento, focando no ganho com a valorização do ativo e no recebimento dos proventos distribuídos por estas empresas, os famosos dividendos.

Apesar de o tempo não ser uma regra, eu gosto de pensar em uma frase de Warren Buffett, uma grande referência no mercado financeiro: “Só compre algo que você não se importaria de segurar mesmo se o mercado fechar por 10 anos”

Desta forma, você investe em empresas que te deixarão confortável e mais seguro mesmo em períodos de oscilações, evitando fazer parte do movimento de pessoas que entram na alta e saem na queda. A volatilidade pode ser uma grande oportunidade - e o maior risco ao se investir é não saber o que se está fazendo.

Ludmila Marques. Contato: ludmila.marques@warren.com.br | warren.com.br