Jaraguá do Sul registrou o 7º maior Produto Interno Bruto entre os municípios catarinenses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira. Os valores se referem à passagem de 2017 para 2018.

Com um PIB de R$ 8,9 bilhões, o município registrou uma alta de 5,5% no período, ante aos R$ 8,5 bilhões de 2017.

As duas cidades o PIB mais elevado, no entanto, foram Itajaí e Joinville.

No município portuário de Itajaí, a produção de riquezas avançou de R$ 21,9 bilhões para R$ 25,4 bilhões, alta de 15,8%. Já na maior cidade do estado, o PIB subiu 12,4%, de R$ 27,3 bilhões para R$ 30,7 bilhões.

Florianópolis (R$ 21 bilhões), Blumenau (R$ 16,9 bilhões) e São José (R$ 10,6 bilhões) seguem na liderança do ranking, acompanhados também de Chapecó (R$ 9,6 bilhões), Jaraguá do Sul (R$ 8,9 bilhões), Criciúma (R$ 7,6 bilhões), Brusque (R$ 6,3 bilhões) e Balneário Camboriú (R$ 5,5 bilhões).

O PIB de Santa Catarina R$ 298,2 bilhões em 2018, 3,7% maior do que em 2017. A concentração econômica segue alta: 68% deste valor veio de apenas 30 dos 295 municípios catarinenses, o equivalente R$ 203,9 bilhões

Dos 295 municípios catarinenses, 237 apresentaram variação positiva do PIB em 2018. As maiores altas vieram de Capivari de Baixo (+82,3%), Imbuia (+44,4%) e Aurora (+26,0%).

58 municípios registraram retração, com maiores quedas em Frei Rogério (-26,7%), Morro Grande (-21,4%) e Urupema (-20,4%).

Facisc prevê "ressaca"

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) fez uma análise sobre a economia em 2020 e as perspectivas 2021.

Apresentado pelos presidentes da entidade, Jonny Zulauf, que entrega a presidência agora no final do ano, e Sérgio Rodrigues Alves, que assume em janeiro, a entidade divulga uma série de informações sobre como se portou a economia neste ano desafiador.

Para o ano que vem, o efeito previsto pela área de Economia e Estatística é o Efeito Ressaca. “Para 2021, a grande pergunta é será haverá o efeito ressaca. Teremos a continuidade das medidas?”.

Entre os fatos está que o Brasil é o país emergente que mais gastou com medidas econômicas na pandemia e que tem uma das maiores dívidas públicas.

“Após acabar a pandemia temos que pensar como acordará o mundo após os efeitos anestésicos”, reflete o economista.

Ajuda fiscal

O Senado aprovou, por 55 votos a 1, o projeto de lei complementar que prevê um plano de ajuda fiscal a estados e municípios. O texto amplia de seis para até nove anos a permanência dos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O texto segue para sanção presidencial.

O projeto, de autoria do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), foi submetido à análise do Senado pouco depois de sua aprovação na Câmara dos Deputados.

O texto prevê que o estado terá a opção de recalcular esses valores não pagos com incidência de encargos de inadimplência e incorporá-los ao saldo devedor para pagamento em 30 anos.

O refinanciamento de 2017 previa 20 anos para pagar as dívidas junto à União e, agora, o prazo de adesão é reaberto até 30 de junho de 2021.

Transporte coletivo

A Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), UITP América Latina, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana repudiam a decisão presidencial de vetar o Projeto de Lei 3364/2020, que destina R$ 4 bilhões a estados e municípios para a recuperação do transporte público frente aos impactos da Covid-19.

Segundo as entidades, a falta de recursos afetará milhões de brasileiros que só tem o transporte público como meio de deslocamento – os serviços de transporte coletivo por ônibus urbano atendiam, antes da pandemia, cerca de 40 milhões de pessoas diariamente, e os serviços metroferroviários mais 12 milhões.

 

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