A retomada econômica dos Estados Unidos teve impacto positivo no comércio exterior catarinense. Em julho, o país voltou a figurar como o principal parceiro comercial de Santa Catarina. Foram US$ 206,9 milhões negociados no mês passado, superando a China, conforme análise do Observatório Fiesc. O setor de madeira e móveis representou 58,7% da pauta de produtos comprados pelos norte-americanos, seguido pela indústria automotiva e de equipamentos elétricos.

O avanço da imunização contra a Covid-19 no país e os pacotes anunciados pelo presidente Joe Biden para reanimar a maior economia do mundo colaboraram para o resultado. “Temos acompanhado com otimismo os resultados dos Estados Unidos, uma vez que o país é um destino muito importante para as exportações de Santa Catarina. É um mercado exigente. E e o fato de ser um destino de destaque para nossa balança comercial é um atestado de qualidade para o produto catarinense”, afirma Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc.

O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre nos EUA apontou crescimento de 6,5%, em taxa anualizada. A taxa ficou abaixo da esperada pelo mercado. Porém, o resultado ainda indica que a economia norte-americana está se recuperando e em patamar superior ao período anterior à pandemia da Covid-19.

O desempenho de Santa Catarina no comércio exterior segue o ritmo de retomada em 2021. Conforme os dados da Balança Comercial de julho analisados pelo Observatório Fiesc o embarque de produtos catarinenses para outros países teve alta de 31,1% frente ao mesmo período no ano passado. No consolidado dos sete primeiros meses de 2021, o avanço chegou a 18,2%, somando US$ 5,6 bilhões em exportações.

Perspectivas

Na quinta-feira (12), o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, fala sobre as perspectivas para o novo mandato (período 2021-2024), que incluem o maior plano de investimentos já realizado pelas entidades que integram a Fiesc. Também será apresentado o novo posicionamento institucional da Federação.

 

Lunelli

A Lunelli reinaugurou nesta semana a unidade de Avaré, no interior de São Paulo. Em funcionamento desde 2009, a fábrica foi totalmente revitalizada e, agora, deve ter aumento no número de colaboradores e, consequentemente, também de produção. Conforme a direção, a reorganização do espaço, com 6.277 metros quadrados totais, vai possibilitar um acréscimo de 40% no quadro de pessoal até 2022.

Bold

A Bold, de Jaraguá do Sul, completa 20 anos de fundação, neste dia 11 de agosto, como multinacional e líder na comercialização de acrílico e policarbonato em território brasileiro. Neste ano, a empresa inaugurou um centro de negócios na Ásia, localizado em Hong Kong, com objetivo de ampliar as transações internacionais. Fora do país, a marca conta duas unidades na Colômbia

Saúde

O governo federal publicou na terça-feira (10) uma medida provisória (MP) abrindo crédito extraordinário no valor de R$ 9,1 bilhões para o Ministério da Saúde. A MP 1.062/21, publicada no Diário Oficial da União (DOU), destina recursos para a manutenção do financiamento de serviços de saúde excepcionais decorrentes da pandemia da Covid-19.

Celesc

O Grupo Celesc encerrou o trimestre com uma Receita Operacional Líquida (ROL) de R$ 2,4 bilhões, com reflexo das operações de suas subsidiárias: Celesc Distribuição (“Celesc D”) e Celesc Geração (“Celesc G”), o que apresenta uma evolução de 22,3% ao segundo trimestre de 2020.

Indenização tardia

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deverá ressarcir em R$ 66 mil um homem de 63 anos, residente em Cascavel (PR), que teve o trator apreendido pela autarquia há duas décadas - o veículo foi apreendido em 2001.

 

Contração

Em meio à perspectiva de uma recuperação econômica robusta no segundo semestre, os riscos fiscais e a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços levaram o Banco Central a adotar uma política monetária mais contracionista. A avaliação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada na terça-feira (10).

Safra

A produção de grãos no Brasil deverá ficar em 254 milhões de toneladas, segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos 2020/2021 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão apresenta uma queda de 1,2%, na comparação com o levantamento anterior. De acordo com a Conab, o volume menor se deve ao impacto causado pelo clima adverso nas lavouras e na produção do país.