O primeiro projeto do pacote de cortes do prefeito Antídio Lunelli (PMDB) – que acaba com o aumento de 1% aos professores a cada 80 horas de cursos, limitado a um total de 10% - foi aprovado na sessão extraordinária de ontem, que durou menos de dez minutos. Como a coluna vinha prevendo, o placar foi de seis a cinco. Com o governo votaram Anderson Kassner (PP), Eugenio Juraszek (PP), Jackson Ávila (PMDB), Jaime Negherbon (PMDB), Marcelino Gruner (PTB) e Pedro Garcia (PMDB), que desempatou a fatura.

Na oposição se posicionaram Ronaldo Magal (PSD), Ademar Winter (PSDB), Dico Moser (PSDB), Arlindo Rincos (PSD) e Celestino Klinkoski (PP). Os outros projetos foram retirados da pauta a pedido do líder de governo Marcelindo Gruner. Na tribuna, o parlamentar disse que a base aliada irá sugerir mudanças ao prefeito Antídio Lunelli (PMDB).

Entretanto, o fato é que a base aliada estava prevendo uma derrota no Legislativo. Com a Lei Orgânica embaixo do braço, Winter lembrou que os textos que não foram apreciados se tratam de lei complementar, e que precisam de seis votos para serem aprovados.

Como o presidente Pedro Garcia só vota em caso de desempate, bastaria alguém da oposição se abster para que os planos da administração de reequilibrar as contas fossem inviabilizados. No fim do dia, os governistas comemoraram a primeira vitória, mas não esconderam a preocupação com o que ainda está por vir.

Repensando a estratégia

Com a possibilidade de sofrer uma derrota no plenário, os governistas se reuniram no fim da tarde de ontem. A estratégia terá que ser repensada. Ou o Executivo se dispõe a negociar, o que não fez até agora, ou terá que conquistar um voto que hoje está na fileira da oposição.

O preço disso geralmente atende pelo nome de cargo e faz parte da política que ninguém aguenta mais ver. Entretanto, a negociação pode ser possível porque há pontos do pacote de cortes que alguns parlamentares da oposição concordam com a viabilidade, como o fim do vale alimentação nas férias.

Duas boas notícias

Apesar da turbulência política, a semana terminou com duas boas notícias em Jaraguá. Janeiro registrou o melhor saldo de emprego para o mês dos últimos cinco anos. No período, 94 vagas foram criadas. A outra notícia a ser comemorada, é que em fevereiro diminuiu o ritmo de queda do ICMS, imposto que mais afeta as contas da Prefeitura.

No Estado

O ex-vereador e candidato derrotado nas eleições municipais, Jair Pedri (PSD) não ficou com a Agência Regional, mas conseguiu uma vaga no governo do Estado. Foi nomeado pelo governador Raimundo Colombo (PSD) como consultor geral da Secretaria da Casa Civil, com salário de R$ 7.092.

Aos municípios 

O governo do Estado planeja lançar a segunda edição do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam) ainda no primeiro semestre de 2017. Para isso, técnicos do governo estão em tratativas junto ao Tesouro Nacional para obtenção dos recursos, via financiamento, que garantirão os convênios com os 295 municípios catarinenses. O Estado pleiteia R$ 700 milhões, na primeira edição do programa foram R$ 600 milhões.