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Autismo: diagnóstico precoce e suporte fazem a diferença

Por: Dr. Vicente Caropreso

12/03/2026 - 11:03 - Atualizada em: 12/03/2026 - 11:28

O Autismo – Transtorno do Espectro Autista (TEA) – não é uma doença e sim um problema no neurodesenvolvimento, marcado por dificuldades na interação social, na comunicação e em comportamentos repetitivos.

Como neurologista, deputado e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, minha maior bandeira, é o diagnóstico precoce.

Identificar alguns sinais característicos do autismo como, por exemplo: atrasos na fala ou dificuldades nas relações sociais; padrões repetitivos de comportamento e interesses específicos que podem precisar de suporte especializado; a hipersensibilidade a estímulos como ruídos também pode ser um fator determinante, que vai exigir adaptações nos ambientes e escolas.

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O diagnóstico nos primeiros anos de vida permite ações para trazer maior autonomia e qualidade de vida.

O autismo pode ser leve, moderado e severo, de acordo com o nível de apoio que cada paciente exige:

  • Autismo nível 1 – precisa apoio, a pessoa consegue se comunicar, mas tem dificuldades em interações sociais e na transição entre atividades.
  • Autismo nível 2 – precisa muito apoio, a pessoa tem déficits maiores na comunicação verbal e não verbal; e muita dificuldade em lidar com mudanças.
  • Autismo nível 3 – precisa apoio total, a pessoa tem dificuldades graves de comunicação e grande limitação de autonomia nas atividades diárias.

Como médico e deputado, trabalho para proteger os direitos dos autistas e suas famílias; para tanto, criei algumas leis, já aprovadas e em vigor:

  1. Lei que dá acesso ao Diagnóstico Tardio – para adultos que passaram a vida sem entender sua condição;
  2. Lei que criou o selo Autista a Bordo – educativo, para evitar buzinas no trânsito que possam provocar crise em pessoa autista no veículo identificado com o selo;
  3. Lei que concede uma Pensão Especial às famílias de baixa renda com crianças autistas de nível 3.

Santa Catarina hoje abriga mais de 91 mil pessoas com TEA.

O autismo exige respeito e políticas públicas eficientes, com uma rede de apoio que funcione, desde a infância até a fase adulta.

 

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