Esperando há oito meses a Câmara de Vereadores votar o projeto de lei que corta o percentual repassado aos servidores públicos que ocupam uma função gratificada, o governo promete acabar com o benefício se o texto não for aprovado esta semana, quando encerra o mês de abril. Em setembro do ano passado, o prefeito Dieter Janssen (PP) anunciou um pacote de medidas que visavam promover uma economia de R$ 30 milhões até dezembro de 2016, uma necessidade em função da queda na arrecadação e da crise econômica que afeta todas as Prefeituras de maneira cruel.

Naquela época, o corte proposto das chamadas FG’s, - pagas a um servidor que além da sua função exerce outra atividade dentro do mesmo horário -, era de 20%. Como o projeto não foi ao plenário, em março deste ano, o Executivo substituiu a matéria prevendo diminuição de 50% do valor. “Infelizmente, é matemática. Como a economia foi adiada, o corte vai ter que ser maior, ou, no pior dos casos, integral”, argumenta Dieter Janssen.

Desde março de 2015 uma série de ações foram adotadas pelo governo para equilibrar as contas. Entre elas, está o corte de 20% do salário do prefeito, que todo mês é depositado no Fundo de Saúde, a demissão de 26 cargos comissionados, a redução da jornada de trabalho, o acumulo de funções por parte dos secretários, além da redução de viagens, diárias, horas extras e corte dos serviços terceirizados.

Atualmente, 296 servidores municipais recebem um ‘plus’ no salário a título de função gratificada ou por fazer parte de alguma comissão interna. O gasto mensal da Prefeitura com o pagamento ultrapassa meio milhão de reais, é de R$ 524 mil. A estratégia dos vereadores de ‘sentar’ em cima do projeto para fazer uma média com o funcionalismo pode se mostrar uma tremenda furada. O corte que era de 20% já passou para 50% e se nada for feito vai chegar a 100%.

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Foto: Eduardo Montecino/OCP Online
Foto: Eduardo Montecino/OCP Online

Pronto para festa
O prefeito de Massaranduba Mario Fernando Reinke (PSDB) confere de perto todos os detalhes para a Fecarroz, que começa oficialmente hoje às 19h30. O evento celebra o trabalho árduo dos agricultores e uma fonte importante da economia para o município. Segundo Reinke, além dos shows e da gastronomia, serão mais de 100 expositores de máquinas e implementos agrícolas, móveis, automóveis e animais.

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Trabalho dos presidiários
Com a suspensão da contratação e serviços terceirizados, a Prefeitura conta com a mão de obra dos presidiários para fazer o serviço de roçagem. Cerca de 70% dos presos de Jaraguá do Sul exercem algum trabalho, um índice de destaque no país.

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