O enredo visionário de transformar Jaraguá do Sul em um polo de produção audiovisual multigênero vem, gradativamente, se revelando. Temos o Escritório de Cinema com produções de documentários relevantes; temos o Fescine – Festival de Cinema de Jaraguá do Sul, já entrando em sua terceira edição e, como se não bastasse, temos filme produzido aqui e premiado no mundo.

O lindo filme “O Vale”, produção dos jaraguaenses Guilherme Fernandes, Lucas Bogo e Zaira Zimmermann da Silva, que foi exibido com sala cheia no 1º Festival de Cinema de Jaraguá em 2018, e que abriu, também com sala cheia, a 2ª edição do Festival em 2019, agora ganha o mundo para orgulho de nossa cidade.

No ano passado foi exibido nos Estados Unidos, no 52ª Worldfest Houston - Annual International Independent Film Festival, recebendo o troféu na categoria "GOLD REMI Melhor Curta Metragem Original". Este ano, acaba de ser premiado na Índia, no 7º Festival Internacional de Cinema de Noida-2020, na categoria "Melhor Edição".

Oportuna se faz, então, a seguinte indagação: se a cidade de Noida, que agora dá nome ao festival, é considerada a maior casa cinematográfica do norte indiano, porque não vislumbrarmos Jaraguá do Sul como a futura maior casa cinematográfica de Santa Catarina? Projetar e perseguir esse olhar futuro significa considerar algumas premissas determinantes como:

i) há uma demanda diferenciada, pulsante e urgente em nossa cidade e região, no que se refere ao “empreendedorismo cultural”, contribuindo para a geração de divisas; ii) atualmente, as avançadas tecnologias de comunicação ao alcance de todos, potencializam oportunidades e condições de desenvolvimento e produções de audiovisuais; iii) a agenda cultural de nossa cidade já ultrapassou fronteiras com eventos como Femusc, Schützenfest e Feira do Livro, demonstrando, por conseguinte, expertise intelectual, estrutural e logística para projetos e produções nesse contexto. Merecido sucesso ao belo filme “O Vale”