Daniel Goleman, em seu livro ‘Inteligência Emocional’, transformou a maneira de pensar a inteligência, alterou práticas de educação e mudou o mundo dos negócios.

Baseando-se em princípios da psicologia e neurociência, o jornalista científico norte-americano, especialista em estudos do cérebro e das ciências comportamentais, neste seu livro, trouxe o conceito de "duas mentes" - a racional e a emocional - e explicou como, juntas, elas moldam o destino de uma pessoa.

Segundo ele, a incapacidade de lidar com as próprias emoções, pode minar a experiência escolar, acabar com carreiras promissoras e destruir vidas. Ou seja, o fracasso e a vitória não são determinados por algum tipo de loteria genética, pois muitos dos circuitos cerebrais são maleáveis, podendo ser trabalhados rumo ao êxito nos relacionamentos, no trabalho e, até, no bem-estar físico.

Parte fundamental da inteligência emocional e diferente das competências técnicas - as hard skills - estas adquiridas ou desenvolvidas em cursos, treinamentos e experiência profissional, as soft skills são competências comportamentais.

Embora as soft skills não sejam facilmente mensuráveis num primeiro momento, o fato é que colaboradores com estes domínios permitem, em qualquer empresa, um cotidiano mais fluído, descontraído e, consequentemente, mais rentável, onde pessoas motivadas engajam-se juntas, com propósitos únicos e alinhados às expectativas da empresa. Além disso, mais capacitados a promover debates e reflexões de qualidade, onde soluções inovadoras são criadas a partir de um pensamento colegiado.

Num mundo globalizado e com estruturas organizacionais que evoluem a cada momento, competências técnicas são requisito mínimo, uma graduação já não é mais algo que diferencie muito um candidato de outro e cursos online formam especialistas em vários subnichos a todo momento. Assim, a inteligência emocional, sob a forma de soft skills, envolvendo capacidades como foco, motivação e produtividade pessoal, faz a grande diferença num ambiente de trabalho.

Algumas das soft skills mais desejadas pelas empresas são:

  • Iniciativa\proatividade: saber o que precisa ser feito, mesmo sem um líder direto delegando funções ou atividades;
  • Criatividade: saber encontrar soluções inovadoras diante dos problemas que surgem;
  • Colaboração: saber trabalhar em grupo entendendo limitações e qualidades dos outros;
  • Flexibilidade: também chamada de resiliência, saber enfrentar adversidades e sair delas ainda mais forte;
  • Trabalhar sob pressão: saber gerenciar o tempo, com agilidade para elencar prioridades e manter o foco sem estressar-se;
  • Orientação para resultados: saber direcionar as ações, visando resultados finais em equipe ou de forma individual;
  • Comunicação eficaz: saber ouvir e se comunicar de maneira clara.

Disto conclui-se que desenvolver soft skills é um processo muito individual e demanda uma reflexão sobre si mesmo e as próprias atitudes, num processo de humildade, autoconhecimento e melhoria contínua.

Por fim, fazendo-se um paralelo das hard skills e soft skills com uma pintura e sua moldura, a qualidade desta última precisa sempre valorizar (potencializar) o conteúdo da primeira.

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Emílio da Silva Neto

Dr. Eng., Industrial, Consultor, Conselheiro, Palestrante, Professor (*) Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’ (especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão, Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos Consultivos e de Família). Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento.

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3
Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf
Contatos: emiliodsneto@gmail.com | (47) 9 9977-9595 | www.consultoria3S.com