Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

O trânsito ainda será, por muito tempo, o principal gargalo da mobilidade nos centros urbanos. Ainda contabilizaremos muitas perdas de vidas e custos sociais por conta desse modal. Isto porque o processo de urbanização nos impôs a pressa e, por conseguinte, a velocidade de locomoção.

Outro fator que contribui sobremaneira para massificação dos automóveis nas cidades, é a questão do conforto associado ao status social. Porque ir de Uber, transporte público, bicicleta ou a pé, se posso ir, confortavelmente, de carro? Essa ainda é a crença e atitude predominantes.

No entanto, já se percebe o início de uma quebra de paradigma nessa realidade contextual. A transição para um modal seguro, saudável e sustentável, já se encontra em curso em cidades mais evoluídas e visionárias.

As pessoas estão, gradativamente, se dando conta de que quanto mais veículos trafegando, mais vagarosamente nos locomovemos e menos saúde físico emocional, preservamos. Já se tornaram insustentavelmente incorretos, aqueles enormes automóveis poluindo e congestionando o fluxo para conduzir um único cidadão.

Bem caberia a estes, uma taxa de custo social. Focando para nossa realidade local, avanços já são perceptíveis nessa direção. Dados do Anuário Estatístico de Trânsito do 14º BPM (Batalhão de Polícia Militar), apontaram uma diminuição significativa no número de acidentes em Jaraguá do Sul em 2020, comparado a anos anteriores.

Obviamente a pandemia teve parcela de contribuição nesse efeito, porém, outros fatores importantes foram destacados, dentre eles: mais educação, campanhas de conscientização e tolerância, conjugadas com mais espaços de mobilidade sustentáveis, e mais fiscalização.

É nesta via que a sociedade deve continuar transitando. Mobilidade inteligente e sustentável preserva vidas.