Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

São inúmeras as vezes que abordamos esse tema nos canais da Rede OCP de Comunicação. Continuaremos atentos e denunciando a violência doméstica, por ser uma das principais mazelas de nossa sociedade.

Se os índices já representavam sinal amarelo antes da pandemia, agora o sinal é vermelho. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a quinta maior taxa de feminicídio do mundo.

Um lastimável e vergonhoso indicador que nos obriga reconhecer que o Brasil não cuida das mulheres. Pesquisas dão conta de que a cada dia, em nosso país, três mulheres, independentemente de classe social, são assassinadas, vítimas de feminicídio.

A cada 2 segundos uma mulher sofre agressão física. Como se não bastasse, na maioria das vezes, a violência não se encerra no ato da agressão ou do assassinato. Ela se mantém em curso, seja pela impunidade, seja pela limitação do Estado em garantir amparo proteção e justiça.

Em que pese o diferenciado padrão econômico de nossa sociedade local; a despeito da incansável atuação da “Rede Catarina de Proteção à Mulher”, da nossa Polícia Militar, em consonância com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), ainda é alarmante, por aqui, o número de mulheres que sofrem violência.

Entretanto, esforços pontuais, por parte do poder público, têm sido verificados. Um providencial projeto recém aprovado pela Câmara de Vereadores, busca oportunizar, em regime especial, a inserção de mulheres vítimas de violência doméstica no mercado de trabalho.

O propósito é promover independência financeira, minimizando a vulnerabilidade da mulher. Apesar desses louváveis avanços, a violência de gênero como um fenômeno arraigado na nossa cultura patriarcal e machista, ainda se mostra muito evidente.

O respeito à dignidade das pessoas, independentemente de classe, etnia, sexo, credo, gênero, ainda se mostra um ideal distante. É uma luta que pertence a todos.