Em essência, há somente uma forma de ser mãe: dar amor incondicional, que pressupõe, dar a vida. Vivemos um período de pandemia, em que, de certa forma, a nobre missão de ser mãe, é posta à prova.

O primeiro desafio é compreender que distanciamento físico não pressupõe distanciamento social. Neste circunstancial contexto, revelam-se muitas mães: as distantes que se aproximam; as próximas que se distanciam; as que participam e as que se envolvem; as que ajudam e as que se doam; as que recebem cuidados e as que cuidam e zelam.

Isso remete à velha questão da condição e qualidade da presença. É muito comum, no modelo de “sociedade da pressa” que vivemos, estar perto sem estar presente.

A maternidade ativa e consciente não pode ser tarefa, tem que ser missão com plenitude. Isso requer sabedoria em buscar o equilíbrio nas dimensões profissional, social, familiar e espiritual. Não há manual de instrução, tampouco, medida 100% assertiva.

Maternidade ativa e consciente é ter, sobretudo, lucidez sobre as proporções atinentes aos filhos. O quanto se corrige, mas, o quanto se ensina a refletir; quanto presente se dá, mas, quanto se é dada de presente a eles; quanto e como se veste e se alimenta, mas, quanto se nutri o caráter; quanto se prepara para o mercado e para serem competitivos, mas, quanto se educa para a vida e para serem felizes; quanto se impõe a direção, e quanto se mostra o caminho; quanto se garante segurança e proteção, mas, quanto se ensina a voar.

Por fim, maternidade ativa e consciente se manifesta no equilíbrio entre a intuição, a razão, a emoção e a realização. Um carinhoso abraço com desejo de felicidades, da Rede OCP de Comunicação, para todas as mães de nossa região.