Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

O Brasil está entre os maiores produtores e consumidores de banana do mundo. Estudos dão conta de que a banana é de origem asiática, sendo cultivada há mais de 4 mil anos.

Esta deliciosa fruta teria chegado à Europa por volta do século I a.C, por meio dos romanos. Mas foi somente no século XX que se popularizou em nosso continente. O que se pode dizer, com toda convicção, é que por aqui, a banana se adaptou muito bem, evoluiu e continua evoluindo.

Particularmente, em nossa região, ela encontrou um solo fértil, uma geografia peculiar, um clima apropriado e técnicas de cultivo avançadas. Com providencial trocadilho, ‘o fruto disso’ é a banana mais doce do Brasil e com padrão internacionalmente certificado.

Ela conquistou o destacado selo IG (Indicação Geográfica), traduzindo que a região, representada por Corupá, é o berço da melhor banana do Brasil e, porque não, do mundo. No entanto, esse reconhecimento não vem só por conta de seu sabor.

Embora, em âmbito nacional, cerca de 98% de sua produção se destine ao consumo in natura, há por aqui, uma diversidade de produtos que dela deriva, como balas, cucas, pratos típicos, fibras, biomassa, entre outros.

Ademais, o sistema produtivo é caracterizado pela conjunção entre os grandes cultivos comerciais, associados à produção em pequenas e médias propriedades, apresentando uso intensivo de mão de obra e renda familiar.

Sua fama está atraindo a grande mídia, e hoje o programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, exibirá um especial abordando essa tradicional atividade agrícola que muito orgulha a região do vale do Itapocu.

Matéria na edição desta quarta-feira (21) do OCP, também fornece mais conteúdo. Enfim, que a fama e produtividade da bananicultura continuem se expandindo.