O tema inovação ainda não faz parte do dia a dia de muitas empresas e de seus gestores. Tem-se associado o tema inovação como algo que deve ser criado do zero, que seja algo novo, porém ele pode estar ligado a qualquer processo de melhoria ou desenvolvimento de novos produtos, métodos de trabalho, etc. Algo que vise otimizar tempo, acelerar produtividade, melhorar o fluxo de produção e melhorar a entrega podem ser considerados processos de inovação.

Porém, nem sempre é fácil implementar a cultura de inovação dentro das empresas, eis que por vezes estão enraizadas no processo atual, que sempre deu certo e se questionam porque mudar aquilo que sempre funcionou. Diariamente é sentido movimentações no mercado com mudanças no cenário competitivo das organizações, fazendo com que as empresas valorizem e incentivem a busca pela inovação.

Muitos desafios são encontrados pelas empresas, desde a falta de habilidade dos colaboradores, tradição da empresa, falta de investimentos e muitas não sabem por onde começar.

A cultura de inovação se constrói com valores e padrões que são compartilhados entre todos da empresa, desde a alta gestão. Por isso o tema inovação tem sido abordado nos Conselhos de Administração ou Consultivo, de forma a dar força ao negócio e estimular a cultura de inovação.

É papel da alta gestão e dos Conselheiros (quando existente nas empresas) garantir que a empresa está buscando seu modelo de inovação e este ter continuidade, se a direção está colocando esforços adequados com foco em inovação, se o ritmo que a empresa está indo é bom para o negócio e ramo de atuação.

O Conselho ou mesmo a gestão estratégica do negócio tem um importante papel na definição da estratégia da inovação: deixar claro para os colaboradores o que a empresa está buscando, qual o direcionamento, até onde eles podem chegar. Acima de tudo, a alta gestão deve servir de inspiração, de incentivo aos seus subordinados, deve ser um catalizador de transformação.

A empresa que busca transformar-se para uma cultura inovadora não pode ter medo de errar, pois, as taxas de sucesso dependem das falhas. A empresa precisa entender que correrá riscos e aprender com os fracassos. Uma comunicação clara e assertiva, campanhas de engajamento farão toda diferença nesta mudança de pensamento. Os órgãos de gestão da empresa têm papel fundamental nesta transição de cultura.

Artigo elaborado pela advogada Fernanda Fachini, especialista em Master of Business Administration em Direito Tributário pela FGV - Fundação Getúlio Vargas e pós-graduada em Direito Previdenciário pelo Instituto Nacional de Ensino Superior e Pesquisa - INESP. Atua na área de Direito Tributário, Direito Societário, Direito Empresarial e Reorganização e Planejamento Societário, Sucessório e Proteção Patrimonial no escritório Mattos, Mayer, Dalcanale & Advogados Associados.