Normalmente em dezembro de cada ano estaríamos com nossos planejamentos estratégicos concluídos ou em fase final de elaboração. Contudo, em 2020, alguns de nós ainda não conseguimos sequer pensar em planejar algo sistemático para 2021, pois não temos ideia de como terminará o ano, não sabemos como serão as vendas e quais as necessidades de aquisição de estoque ou fabricação de novos produtos, ainda não temos noção da necessidade de abertura de novas vagas de trabalho, se faremos recesso de final de ano e como serão às vendas no início de 2021.

Muitos de nós fizemos a lição de casa e já estão estruturados para o novo ano que vem aí, mas quem ainda não fez, seria interessante pensar em estratégias para equilibrar o risco diante das certezas e incertezas. Direcionar o foco para o que pode vir pela frente e desenvolver um olhar para um novo processo de decisão. Definir e aplicar qual sensação queremos dar aos nossos clientes.

Inicialmente, devemos entender e mapear os principais riscos, tais como a concorrência, as condições econômicas, a inadimplência, os riscos jurídicos e tributários e fugir de um dos principais, que é não aplicarmos a estratégia em nosso dia a dia. Compreendido isto, necessário elaborarmos bons planos de negócios, aplicarmos os recursos de forma assertiva e planejada, estabelecermos transparência e clareza nas informações, elegermos as pessoas responsáveis, definirmos as entregas e, tal como uma maratona, manter o ritmo para cumprirmos nossos objetivos durante o trajeto e chegarmos dentro do tempo estimado e, quem sabe, nos superarmos.

Por isso a comparação com o ato de dirigir um automóvel e gerir um negócio é tão pertinente, pois é indispensável revisitarmos a visão e a missão dos nossos negócios para sabermos onde queremos chegar e o que queremos ser, entender e aplicar a estratégia para seguirmos na direção que escolhemos e qual será o melhor caminho para atingirmos nossos objetivos.

Para isto precisamos dos indispensáveis indicadores que irão medir nosso consumo, velocidade, capacidade e estabelecer nosso ritmo para que ao final do ano que vem tenhamos menos desgastes, mais economia, mais equilíbrio, mais conforto e maior quantidade de sonhos realizados, ou seja, queremos chegar ao nosso destino.

Com tudo isso diante de nós, partimos para a construção do mapa estratégico, onde definimos nossos objetivos, estabelecemos as metas e criamos o plano. Precisamos adotar ferramentas facilitadoras e inovadoras, pois quando aliamos agilidade e tecnologia garantimos eficiência e constância durante o percurso para atingirmos nosso destino com segurança e efetividade.

E para garantir isso tudo, é indispensável a sinergia de todos que integram nosso negócio. Cada pessoa, independente do cargo ou função, deve ser parte dessa engrenagem e atuar diante dos desafios, pois sem eles não encontramos motivação, criamos um elo de confiança em busca da perenidade do empreendimento.

Assim, o nosso planejamento estratégico de 2021 precisa envolver muito mais o ser do que o ter, deve valorizar as pessoas e seu papel na instituição, aliando tecnologias e inovações, facilitando processos e abrindo o horizonte em busca de soluções integradoras, disruptivas e facilitadoras.

Texto elaborado pelo advogado Patrick G. Mercer, inscrito na OAB/SC sob o n.º 54.051A. Pós-graduado em Direito Processual Civil e atuante nas áreas de Direito Empresarial, Direito Civil, Direito Tributário, Planejamento e Gestão de Passivos. Sócio do escritório Mattos, Mayer, Dalcanale & Advogados Associados. Presidente da Comissão de Direito Empresarial da subseção da OAB de Jaraguá do Sul/SC.