Assim como transformaram a forma das pessoas se relacionarem e trabalharem, as tecnologias também impactaram nos métodos de ensino, especialmente com o advento das aulas remotas, impulsionadas pela pandemia de Covid-19. O momento crítico fez com que diferentes sistemas fossem implantados na educação e também mudou a forma de ensinar e aprender.
Por parte dos professores, por exemplo, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Semesp, após essa experiência, notou-se uma melhora significativa em seus conhecimentos sobre ferramentas tecnológicas. Ainda segundo a pesquisa, os professores avaliaram positivamente o conhecimento em novos sistemas e softwares de ensino remoto.
Os dados apontam para uma questão importante quando falamos de tecnologia na sala de aula: não adianta ela ser usada de maneira compulsória, onde os usuários mal conseguem entender o motivo dela existir. É necessário estratégia, consciência. Desta forma, o ensino se torna muito mais efetivo e significativo.
Questões simples, como alertas sobre datas de trabalhos e respostas automáticas para perguntas de ordem prática podem ajudar a organizar a rotina dos acadêmicos e, assim, melhorar o seu desempenho na educação superior. É o que revelou uma pesquisa chamada “Fechando a lacuna para criar a experiência de aprendizado ideal”, feita entre março e abril de 2022, com cinco mil gestores e estudantes da África do Sul, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Índia, Japão e Reino Unido, de instituições públicas e privadas.
Um dos pesquisadores, inclusive, explica que é preciso reconhecer a atual rotina dos estudantes, que trabalham, têm família e ainda buscam por uma graduação ou pós-graduação. Ele também destaca que as expectativas para uso de tecnologias no ensino são altas, pois existem muitas possibilidades de implementação.
Nas respostas dos estudantes, a maioria espera que, ao mandar uma dúvida para o professor, por exemplo, tenha suas mensagens respondidas em algumas horas. A demora, conforme revelam os dados, fazem os acadêmicos se sentirem menos apoiados. Por isso, um sistema que alinhe as necessidades e demandas de professores e alunos é essencial para que ambos consigam alcançar seus objetivos.
Universidades, impulsionadas pelo ensino remoto e híbrido, também passaram a enxergar a necessidade de implementar recursos, como a assistência de inteligência artificial (IA) por educadores e avaliações com feedbacks virtuais por professores, favorecendo o trabalho, o aprendizado dos estudantes e o desenvolvimento da própria instituição.
Infraestrutura, concentração, avaliação e integridade acadêmica são alguns dos desafios que professores, alunos e instituições enfrentam atualmente. Por isso, a tecnologia precisa ser estruturada às necessidades específicas da educação. Com ferramentas direcionadas e pensadas exclusivamente para a realidade do ensino superior será cada vez mais possível minimizar muitos dos problemas das rotinas de ensino e aprendizagem.

A tecnologia já é parceira dos processos educativos, porém temos a responsabilidade de ampliar seu uso de forma efetiva e contemporizada às necessidades de estudantes e professores, pois com isso será possível majorarmos resultados positivos e impulsionarmos a educação superior não só no Brasil, mas em todo o mundo.