O excessivo marketing realizado sobre o Treinamento funcional cumpriu sua função: divulgou o método e o tornou moda. Embora se pense que ele é uma mistura de exercícios malucos, sem nenhuma justificativa ou progressão lógica, uma aula de circuito com os mesmos exercícios para todos os praticantes tem um propósito.

Esta imagem virtual não pode sobrepor a realidade e deixar a ciência em segundo plano. O treinamento funcional é uma técnica que usa os conhecimentos da biomecânica, da anatomia funcional e da fisiologia para melhorar a função de seus praticantes.

Ela ensina como lidar com a resistência do peso corporal em todas as direções de movimento e em posições que fazem sentido para as atividades realizadas no cotidiano e ou na prática esportiva.

Basicamente, é um treinamento que prioriza os padrões de movimento que o corpo pode executar, considerando sua complexidade e a correta manutenção das funções articulares.

É compressível que qualquer pessoa pense em estética em primeiro lugar, mas ter uma boa aparência e se mover bem não é necessariamente a mesma coisa. Muitos atletas possuem uma estrutura muscular incrível, mas sem funcionalidade de um corpo bem desenvolvido.

Existem pessoas que não se movimentam com frequência por questões de dores e desconforto. Quando a dor está presente, muitos objetivos não podem ser alcançados e a vontade de se movimentar, vai embora.

Se olhar no espelho e ver um corpo bonito com baixo índice de gordura corporal é o sonho de qualquer um, mas para ser completo deveria ser acrescentado se movimentar bem, livre de dor e com uma musculatura funcional.

Mas onde entra a atuação do fisioterapeuta? Ele é o terapeuta do físico, não somente em reabilitar, mas em prevenir. Ele deve buscar evitar que as lesões sejam instaladas, avaliar e selecionar as melhores opções - visando entregar os melhores resultados, ter um olhar mais aprofundado sobre os mecanismos de lesão, e compreender cada estímulo, conduzindo as pessoas a uma proposta sólida e segura.

Mesmo quando o foco é a melhora da performance e rendimento de atletas. Não se pode partir da ideia de que a busca por um corpo perfeito não é um sinônimo de saúde. Para o desenvolvimento físico e funcional acontecer, a pessoa precisa ter condições de se movimentar com eficácia para alcançar o seu potencial máximo individual.

Na ausência de uma condição saudável o processo de treinamento poderá ser interrompido. A linha entre o máximo potencial de performance e a lesão é muitas vezes tênue. Reestabelecer padrões básicos de movimento e poder executá-los com qualidade e fluidez, deveria ser uma prioridade para a perfeita manutenção da saúde.

Movimentar-se bem pode parecer algo simples, mas para aqueles que convivem com a dor, este limitador geralmente atua como uma verdadeira barreira.

Se movimentar é vida, qualquer pessoa deveria estar apta a movimentar o próprio corpo antes de pegar qualquer tipo de peso, de tomar qualquer pílula mágica, deveríamos ser capazes de lidar com ele.

É assim que que o fisioterapeuta atua, em prol do movimento, do corpo humano, de suas funcionalidades e da saúde geral. Ele ensina o corpo a melhorar sua execução de atividades diárias, recreativas ou competitivas, proporcionando autonomia e qualidade de vida sem dor e limitações.

O profissional, para trabalhar com movimento, deve entender de compensações e suas relações com desequilíbrios e adaptações, perceber que não existe uma receita pronta, mas que se for usar a “fórmula mágica” que pelo menos mude os ingredientes até chegar nela.

Existe um leque de possibilidades geradas pelo nosso corpo. Cada indivíduo apresenta suas individualidades, suas experiências e suas respostas e devemos dar a devida importância para isto. O fundamental nisso tudo, sendo fisioterapeuta ou não, é ter exercícios funcionais como um produto final do conhecimento do profissional.

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