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Setor químico prevê quase R$ 2 bilhões em investimentos até 2024

Foto: Weg/WeArt

Por: Pedro Leal

25/06/2022 - 06:06

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) informou que o setor pretende investir, até 2024, cerca de R$ 1,9 bilhão em “ações que deverão resultar na geração de empregos e inovações tecnológicas.”

O anúncio foi feito na quinta-feira (23) em Brasília, durante o evento Diálogos com a Química, organizado pela entidade em parceria com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

O encontro reuniu representantes do poder público e privado. O presidente da Abiquim, Ciro Marino, disse que a indústria química brasileira é a sexta maior do mundo, mas poderia saltar para a quarta posição.

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Entre as empresas que atuam no setor químico estão a WEG Tintas e a Duas Rodas.

“Poucos países têm o potencial que o Brasil tem”, afirmou Marino, ao apresentar números do setor, que gera 2 milhões de empregos diretos e indiretos, tem faturamento em torno de US$ 190 bilhões – e responde por 11% do PIB (Produto Interno Bruto) industrial brasileiro.

De acordo a Abiquim, a demanda por produtos químicos no Brasil teve crescimento médio anual de 3,1%, de 1990 a 2021. As importações tiveram “grande papel nessa fase de recuperação econômica que o Brasil atravessa”, detalhou a entidade, ao informar que as importações de produtos químicos ocuparam, em 2021, 46% do mercado doméstico.

“Considerando o que a química faz, partindo dos insumos naturais, com a riqueza que o Brasil possui, estar no sexto lugar é muito aquém da nossa possibilidade. Imaginamos que uma quarta posição seria bem razoável”, complementou o dirigente da Abiquim.

ICMS

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que prevê um teto limitando o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transportes coletivos, itens que, segundo o texto, são considerados essenciais “para fins de tributação”.

Experiência

A Salesforce, líder global em software corporativo, apresentou esta semana, a quinta edição de seu relatório State of the Connected Customer, que compartilha resultados de quase 17 mil consumidores e compradores empresariais em 29 países, incluindo Brasil, no que a empresa chama de novo cenário digital de engajamento do cliente. As informações são da Revista Exame. Segundo a companhia, para 95% dos brasileiros, a experiência oferecida por uma marca é tão importante quanto os produtos e serviços – alta de 3% ante a última edição do relatório.

Inflação [1]

O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou em 3% a meta de inflação para 2025, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O percentual foi anunciado na quinta-feira (23) pelo Ministério da Economia e a determinação foi publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (24).

Cenário

“De uma maneira geral, estou com uma visão um pouco diferente do que estamos lendo nos jornais. Estou mais construtivo com o Brasil e um pouco mais preocupado com o mundo”, disse o chairman do BTG Pactual, André Esteves, durante encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), esta semana, em Florianópolis. Ele destacou o avanço da agenda de reformas, comparando aos avanços no governo FHC.

Nióbio

O Diário Oficial da União publicou, na sexta-feira (24), uma portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) que institui, no âmbito do MCTI, o Programa InovaNióbio. O programa visa integrar e fortalecer ações governamentais para o desenvolvimento integral da cadeia produtiva do nióbio, por meio da promoção da inovação na indústria brasileira, a fim de dinamizar a economia, a especialização dos mercados e assegurar a autonomia tecnológica do País em setores de alta tecnologia.

Inflação [2]

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, teve alta de preços de 0,69% em junho deste ano. O percentual é maior que o de maio (0,59%), mas menor que o de junho de 2021 (0,83%). A pesquisa foi divulgada na sexta-feira (24), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Confiança

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 3,5 pontos em junho deste ano na comparação com o mês anterior. O crescimento do indicador veio depois de uma queda de 3,1 pontos de abril para maio.

 

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).