Dia 02 de abril – Dia Mundial da Conscientização do Autismo – marca o início do Abril Azul, mês dedicado ao Autismo.
Como médico, deputado estadual e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da ALESC, tenho dedicado muita energia para conseguir avanços nos direitos dos autistas e suas famílias.
O Transtorno do Espectro Autista não é uma doença e sim um problema no neurodesenvolvimento, marcado por dificuldades na interação social e na comunicação, além de comportamentos repetitivos. Ele pode ser leve, moderado e severo, de acordo com o nível de apoio exigido.
Autismo nível 1: precisa apoio leve, ela consegue se comunicar, mas tem dificuldades em interações sociais e na transição entre atividades.
Autismo nível 2: precisa muito apoio pois tem déficits mais visíveis na comunicação verbal e não verbal; e muita dificuldade em lidar com mudanças.
Autismo nível 3: precisa apoio total, pois tem dificuldades graves de comunicação e grande limitação de autonomia nas atividades diárias, e são incapazes de exercer qualquer atividade remunerada ao longo da vida.
Para famílias de baixa renda, as despesas impactam muito e, quase sempre, um dos pais precisa deixar de trabalhar para cuidar da criança, reduzindo ainda mais a renda familiar.
Por isso propus a Lei que concede uma Pensão Especial de um salário mínimo às famílias nessas condições, que já está em vigor, beneficiando centenas de famílias.
Criei ainda a lei que dá acesso ao Diagnóstico Tardio – para adultos que passaram a vida sem entender sua condição; e propus também a lei do selo Autista a Bordo – para identificar veículos transportando autistas.
Participei da criação da lei que deu validade indeterminada aos laudos de deficiência permanente e fui Relator da Lei que garante medicamentos à base de canabidiol gratuitos para casos de autismo e outras condições.
Propor e defender essas leis que trazem inclusão, cuidado e respeito às pessoas com autismo e suas famílias, são trabalhos que me motivam como médico e deputado estadual.