Olá, caro leitor. Acredito que, assim que falo em estampa ou maximalismo, automaticamente vem à sua cabeça o meu perfil no Instagram… Brincadeira rsrs.
Mas, sendo bem sincera, meu estilo sempre caminhou por esse lado mais criativo, autêntico e longe do óbvio. Talvez seja exatamente por isso que observar o auge e agora os sinais de queda da estética clean girl se torne ainda mais interessante.
Voltando ao assunto inicial, tem uma marca que eu tenho certeza que passou pela sua cabeça assim que eu fiz a pergunta.. Farm. Acertei? E você sabe porque? Porque a Farm nunca vendeu só roupa. Ela vende pertencimento.
Ela construiu, ao longo dos anos, uma assinatura estética tão forte que virou um estilo de vida. Suas estampas são reconhecidas de longe e, mais do que isso, desejadas por quem quer se expressar.
Agora, vamos ao ponto. O que é a estética clean girl?
É aquela imagem de aparência “naturalmente perfeita”: pele glow, cabelo preso de forma simples, roupas neutras. Tudo transmite organização, leveza e uma certa “vida sob controle”.
- Rotinas bem definidas (skincare, alimentação, exercícios)
- Consumo mais minimalista (menos peças, mais qualidade)
- Busca por produtividade e autocuidado
- Estética silenciosa, sem exageros
E porque ela está “chegando ao fim?”
Não é exatamente um fim, é mais uma saturação + mudança de comportamento.
- Cansaço da perfeição
- Falta de personalidade
- Volta da expressão individual
- Mudança no consumo, com mais propósito, identidade, conexão emocional com o que veste.
A verdade é simples (e um pouco desconfortável pra algumas marcas). Ninguém mais quer ser convencido, quer se reconhecer. E isso muda completamente o jogo.
É sobre entrar numa loja física ou digital e pensar: “isso aqui tem a ver comigo”. E quando tem… não tem preço que segure!
Por isso, atualização não é mais sobre velocidade, e sim sobre leitura de comportamento. Marcas que apenas acompanham o calendário de coleções ficam para trás. As que entendem movimentos (emocionais, culturais e sociais) constroem relevância.
O comportamento de consumo mudou. E mudou rápido. Hoje, consumir virou um ato de posicionamento. Isso exige um novo modelo de negócio. Um modelo que não começa no produto, mas no comportamento, que constrói comunidade antes de pensar em escala
E digo isso com toda voz de experiência. Eu, particularmente, me conecto com marcas que assumem uma linguagem criativa sem pedir licença, como a Use Cafofo:

Fonte: @usecafofo

Fonte: @usecafofo
A Vip Lounge, em Jaraguá do Sul também, é um exemplo interessante de curadoria. Desde 2005, traduz essa estética ao trazer marcas como a Farm para um público que busca mais do que tendência: busca identidade.

@viplounge

@viplounge
Em depoimento feito com a consumidora Anna Paula Maffezzolli, cliente da marca, ela fala sobre como se sente ao usar a marca. Sobre ter encontrado um estilo que conversa com a vida dela.

Fonte: @anna_maffezzolli usa @viplounge
Por fim, não existe uma virada brusca entre minimalismo e maximalismo, os dois caminham em paralelo. Em alguns momentos, um ganha mais destaque, enquanto o outro fica em segundo plano… até voltar.
O que muda, de verdade, é o comportamento: cresce a busca por autenticidade e expressão individual.
E é aí que o colorido, o criativo e o autoral entram com força, não só como tendência, mas como forma de se mostrar ao mundo.
E você, se identifica mais com o minimalismo ou com o maximalismo?
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