Uma sobrinha, que seria única parente da família Gaspar Lemos, e que mora no exterior, está vindo a Florianópolis para reconhecer oficialmente os corpos. O país onde ela vive não foi divulgado. Ainda não se sabe o horário que ela vai chegar no Instituto Médico Legal (IML).

Paulo Gaspar Lemos, 77 anos; e os filhos Paulo Gaspar Lemos Júnior, 51, Leandro Gaspar Lemos, 44, e Katya Gaspar Lemos, 50, foram mortos por asfixia na noite de quinta-feira (05), no hotel da família, em Canasvieiras, no Norte da Ilha.

De acordo com o IML, o corpo do sócio da família, Ricardo Lora, 39 anos, que está entre as vítimas da chacina, já foi reconhecido por familiares e liberado para os trâmites de sepultamento.

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Carro encontrado

Segundo a Polícia Civil, um dos dois carros da família que haviam sido roubados após o crime foi encontrado neste sábado. O veículo que estava em Ponta das Canas foi levado para a 7ª Delegacia de Polícia, em Canasvieiras.

A família e o sócio foram rendidos por três homens encapuzados, sendo que um deles estava armado, às 16h de quinta-feira (05). As vítimas ficaram em posse dos criminosos até a meia-noite, quando morreram por asfixia.

Segundo a polícia, eles tiveram os membros amarrados e os corpos embebidos por gasolina. Havia também uma corda amarrada no pescoço das vítimas. Os corpos foram encontrados nos cômodos do hotel da família.

A principal linha de investigação indica que o crime pode ter sido um acerto de contas por questões que envolveriam dívidas e os negócios da família. Os Gaspar Lemos já tiveram diferentes comércios em Florianópolis, onde moravam há dez anos, e em São Paulo, sua terra natal.

Carro da família encontrado neste sábado (07) | Foto: Polícia Civil

 

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